Você não está logado. Faça Login ou Cadastre-se
powered by Google
Marçal Acessórios

Manoelzinho

Manoel Monteiro de Arruda (Manoelzinho)
Goleiro, nascido em 7 de setembro de 1922, em Caruaru (PE)
Jogou no Rosarense (Caruaru), Cruzeiro (Pesqueira-PE), Great Western (Recife - 39/40), Sport Club do Recife (41/50), Náutico (51/61)

O goleiro caruaruense marcou época no futebol pernambucano, jogando 20 anos em duas grandes equipes (Sport e Náutico) e participando constantemente da Seleção Pernambucana, que disputava o extinto Campeonato Brasileiro de Seleções.

À primeira vista, aquele baixinho de 1,64m não representava muita coisa. Porém, bastava a bola rolar para que todos ficassem maravilhados com Manoelzinho, que compensava a falta de altura com técnica e agilidade.

Garoto pobre de Caruaru, deu os primeiros passou no mundo do futebol ao defender o Rosarense, equipe amadora de sua cidade. Para ganhar "uns trocados", foi levado para o Cruzeiro de Pesqueira, onde foi rapidamente descoberto pelos dirigentes da Great Western, antiga companhia ferroviária comandada por ingleses e que mantinha uma equipe no Campeonato Pernambucano. Nesta equipe, o jovem (17 anos) passou dois anos frustrando as intenções dos principais atacantes pernambucanos, e assim foi defender o Sport Club do Recife, a partir de 1941.

Envergando a camisa rubro-negra, Manoelzinho participou ativamente de momentos históricos do Sport, como o tricampeonato de 41-42-43, além da célebre excursão ao centro-sul do páis, junto com craques como Ademir Menezes (que foi para o Vasco), o argentino Magri (transferiu-se ao América-RJ), bem como Pirombá e Djalma, que posteriormente alinharam no Flamengo.

"Alguns jogos ficaram eternamente na memória, como um brilhante empate de 2-2, diante do Internacional, em Porto Alegre, após o time pernambucano - que antes derrotara o Força e Luz e o Grêmio - ter comandado parcialmente o placar por 2-0. 'Eles tinham Adãozinho e mais alguns notáveis jogadores da época', recorda.

Outros resultados que jamais serão esquecidos naquela excursão que durou cerca de três meses, foram as vitórias sobre o Atlético-MG por 4-2, em Belo Horizonte, onde o Galo havia 22 anos que não perdia para qualquer equipe de fora, e diante do Flamengo e do Vasco, no Rio. Contra os vascaínos, os leões transformaram uma derrota parcial de 3-0 num meritório triunfo por 5-4.

Ao final desta excursão, quando praticamente metade do time ficou por lá, esteve Manoelzinho com um pé no Vasco, que ficou com Ademir. Este chamou-o para ficar em São Januário, em cujas dependências, aliás, o Sport se hospedara, mas como um dirigente não gostou de sua altura - "Um goleiro desse tamanho jogar no Vasco?" - terminou voltando para o Recife. Pouco tempo depois, recebeu um chamado do diretor de futebol do Botafogo, o jornalista João Saldanha, para fazer testes.

O período de experiência deu-se na mesma época que Bibi, mais tarde uma das estrelas do alvinegro carioca, procurava mostrar seu potencial em busca de um contrato. Para Bibi, um gaúcho cujo pai era dono de charqueadas e fazendas, o futebol surgia mais como um caminho que se abria à sua frente. Para Manoelzinho, filho de uma humilde costureira, a mudança seria muito brusca. Chegou a pedir que o Botafogo mandasse ir buscar sua "mãe Neném", no que Saldanha prontamente concordou. Quando o dirigente ia providenciar tudo junto ao presidente Carlito Rocha, Manoelzinho deu última forma: 'Com mãe Neném, traga também um pedaço da Rua Amarela, que é onde estão meus amigos de infância'. Saldanha entendeu, achou graça e providenciou sua volta para o Recife".

Ainda jogou pelo Náutico, quando participou do tricampeonato alvirrubro de 50-51-52, além de estar na delegação que fez a primeira excursão de um clube nordestino à Europa.

Fonte de Pesquisa: "Um baixinho que fazia seus milagres no gol", por Lenivaldo Aragão, Jornal do Commercio, 11-1-99

Categoria: Ídolos

Sport Club do Recife

Av. Sport Club do Recife, S/N - Madalena
CEP: 50750-560, Recife - PE, Brasil
Fone: +55 81 3227-1213
Site Oficial: www.sportrecife.com.br

Compre já a sua