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Opiniões de Luiz Fittipaldi

Parabéns Sport – 103 anos de luta e raça!

A palavra “sport” deriva do francês “disport”, “déport”, tendo significado semelhante a “recreação”, “lazer”. Já o nome de Recife, capital pernambucana, vem do árabe “arrasíf”, ou seja, “parede de apoio”, “muralha”, “cais”, e se atribui aos recifes de coral na entrada marítima da cidade.

Há 103 anos atrás, quando Guilherme de Aquino Fonseca denominou a nova agremiação de desportos pernambucana de “Sport Club Recife”, mal imaginara o quanto sua denominação seria fiel aos propósitos do clube em sua história.

Digo isso pois, desde sua fundação, o Sport sempre foi um clube resistente, forte, inovador. Um braço da insurreição pernambucana. O verdadeiro Leão do Norte.

História essa que deriva de antes mesmo de sua fundação, quando Guilherme de Aquino retornara da Inglaterra e tentara implantar o até então “football” no aristocrático clube de remo “dos Pimpões”.

Bento Magalhães, o mais influente diretor desta agremiação rechaçou a idéia argumentando que tal desporto era indigno de jovens brancos e ricos, devendo então ser praticado por negros ou pobres, pois para ele, o futebol nada mais era que “uma disputa de pontapés sem sentido”.

Sendo assim, Aquino reuniu os praticantes do esporte da bola na tradicional Associação de Empregados do Comércio de Pernambuco e abrigou os desportistas do “sapotizeiro” sob a égide de “Sport Club Recife”.

No seu brasão, reuniu bandeiras e acessórios de diversos esportes, destacando a universalidade do mais novo clube recifense. E nas suas cores, o preto no vermelho, uma rebelde ironia rebatendo as declarações de Bento Magalhães.

Anos depois, o Clube dos Pimpões se tornaria o Clube Náutico Capibaribe, e o Sport Club Recife se tornaria o Sport Club do Recife, provando a história que não raras vezes, as denominações mudam, mas as ideologias sempre permanecem as mesmas.

Ideal este que é lei no Sport. Pois foi com muita alegria, mas também com muito esforço e suor que o Sport é hoje esta grande instituição, patrimônio da imensa nação rubro-negra. É a representação fiel daquilo que é o povo nordestino: acima de tudo, um forte.

Que o diga o título brasileiro de 1987, a nossa fundação, a compra do terreno e construção da Ilha do Retiro, a primeira excursão ao sul, a mobilização para receber a Copa de 50, a reconquista de 75, os renascimentos de 90 e 2006, a supremacia estadual e regional e até mesmo, a “guerra” contra os paraenses em 1919 – o episódio que originou a representação do que até hoje nos simboliza: o Leão do Norte – Símbolo de garra e resistência, dignos de nossa história.

Portanto, com muito orgulho de fazer parte dessa nação, te parabenizo Sport, pelos seus 103 anos de luta e raça.

Grande abraço a todos que fazem parte desta imensa nação!
E pelo Sport tudo!

Relembrando: Copa do Brasil 89

Na última quarta-feira à noite, o Leão entrou em campo pela Copa do Brasil e goleou o Imperatriz por 4 a 1, avançando à 2ª fase da Copa do Brasil de 2008. Então, ainda vivenciando o clima da Copa do Brasil e como prometido no post passado, traremos hoje a campanha do Sport na Copa do Brasil de 1989.

Bem, a Copa do Brasil surgiu através da intenção da CBF de organizar uma segunda competição nacional. Esta, seria disputada nos moldes das copas européias, que alternavam rodadas com os campeonatos nacionais e que davam vagas para competições internacionais.

A idéia era simples: o time campeão da Copa do Brasil estaria classificado para a Libertadores da América. A versão brasileira, entretanto, seria disputada em apenas um mês e meio, antes do Campeonato Brasileiro.

Sendo assim, a primeira Copa do Brasil teria início na tarde do dia 19 de Julho, tendo como jogo de abertura Flamengo x Paysandu, pois a Gávea não dispunha de iluminação adequada para realização de jogos noturnos.

Participaram da Copa 32 times, sendo 22 campeões estaduais e 10 vice-campeões dos estados com maior média de público em seus campeonatos. O Sport, campeão pernambucano de 1988, tinha vaga garantida.

Assim, o Leão entrou em campo pela primeira vez no dia 19/7 contra o Fortaleza, no PV. O empate em 0 a 0 foi o suficiente para o time voltar a Recife com mais tranquilidade e ir em frente, vencendo os alencarinos por 1 a 0.

Nas oitavas-de final, um reencontro. O Sport foi a Campinas enfrentar o rival Guarani, após as disputas que envolveram o Campeonato Brasileiro de 87 e a Libertadores de 88. Um empate fora de casa por 1×1 e uma vitória em casa por 1×0 levaram o Leão para as quartas-de-final.

Pelo caminho, outro rubro-negro. O Vitória da Bahia, que no entanto, não foi páreo para o Leão da Ilha, que apesar de perder por 1 a 0 a partida de ida em Feira de Santana, eliminou o Vitória, vencendo por 2 a 0 em Recife.

Agora, faltava apenas mais um obstáculo rumo a grande final. E para vencê-lo, o Sport deveria bater o Goiás, que tinha em seu time o artilheiro Túlio, grande revelação do time esmeraldino. E mais um vez, o Sport saía atrás. Perdemos o jogo de ida por 2 a 1, mas em Recife, com grande apoio da torcida rubro-negra (24.795 pessoas), vencemos o Goiás por 1 a 0 e carimbamos nosso passaporte para a grande final.

Então, no dia 26/8, o Sport recebia o Grêmio na Ilha do Retiro para a primeira final. A Ilha, aliás, apanhou um ótimo público: 36.117 pessoas; que assistiram o Sport jogar de: Rafael, Betão, Márcio Alcântara, Aílton e Aírton; Rogério, Lopes e Joécio; Barbosa, Marcus Vinícius e Édson.

No entanto, o Grêmio (que havia eliminado o Flamengo na outra semi-final após vencer por 6×1) com Mazarópi, Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; André, Lino e Cuca; Assis, Nando e Darci, segurou o Sport num 0 a 0, após arbitragem contestada de José Luís Aragão.

Na partida de volta em Porto Alegre (2/9), 62.807 pessoas pressionaram o Sport, que havia sido escalado por Nereu Pinheiro da mesma forma que a apresentada na partida em Recife.

O gol marcado por Assis (irmão de Ronaldinho Gaúcho) aos 9 minutos da primeira etapa não foi suficiente para esmorecer o Sport, que aos 31 igualou o marcador, após Mazarópi cortar para o próprio gol um escanteio batido por Betão.

No entanto, aos 9 minutos do 2º tempo, o castigo: Cuca (hoje treinador do Botafogo), marcou o 2º gol gremista e decretou números finais à decisão. Grêmio 2×1 Sport.

O Sport lamentava a perda do título e da vaga na Libertadores, mas sagrava-se vice-campeão, tendo ciência que havia dado o seu máximo naquela competição. O que comprova esta superação, é o fato que no Campeonato Brasileiro daquele ano, o Sport seria rebaixado para a Série B, após ficar em 21º lugar, à frente apenas do Coritiba (punido pela CBF).

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Foto: Lopes em perseguição a Assis, do Grêmio.

Para finalizar, mais um pergunta:
Após o vice-campeonato de 89, o Sport atingiu as semi-finais da Copa do Brasil em duas outras oportunidades. Em que edições isto ocorreu?

a – 1992 e 2003
b – 1998 e 2004
c – 1994 e 2000

Traremos a resposta no próximo post!

E parabéns a Eduardo Dobbin, que acertou a pergunta do último post (o gol do Sport na decisão de 89 foi de Mazarópi, contra).

Grande abraço e saudações rubro-negras!

Relembrando: O título de 1987 – parte 3

Bem, todos já conhecem e estão cansados de ouvir falar da história do cruzamento entre módulos que não ocorreu. O que poucos não sabem, e o que o Clube dos Treze não cita, é que na criação do Módulo Verde, os seus organizadores não tinham intenção de classificar times para a disputa da Libertadores. A frase de Gilberto Medeiros, presidente do C-13 na época, ilustra bem essa situação: “Preferimos jogar o Tereza Herrera na Espanha, onde jogaremos contra os grandes da Europa e cada time recebe algo em torno de 200 mil dólares por jogo.”.

O detalhe é que não só o campeão e vice do módulo verde (Flamento e Inter) não disputaram a Copa Libertadores, como também não foram convidados a disputar o Tereza Herrera (que naquele ano foi disputado por Atlético De Madri, Liverpool, PSV e Real Sociedad). Melhor para Sport e Guarani, que se classificaram automaticamente para a Copa Libertadores.

Por último: Após o fim da decisão do módulo amarelo, os jogadores e Emerson Leão sairam de férias. Leão decidiu que não continuaria no Sport, já que seu contrato se encerraria no dia 31 de Janeiro e ele vinha recebendo convites de vários clubes. Disse ainda que indicaria outro treinador de sua confiança para assumir após o cruzamento dos módulos.

E adivinhem com quem o Sport acertou as bases salariais? Luiz Felipe Scolari.
Que acabou não ficando por aqui, por que queria preparar o time para o ano de 88 e a chance de jogar o cruzamento decisivo, algo que Leão não permitiu. Então, Felipão acabou desistindo da idéia de trabalhar no Sport. Para a surpresa de todos, quem acabou debandando mais tarde foi o próprio Leão, que havia aceitado uma proposta irrecusável do Coritiba.

E sem Leão e nem Felipão, foi chamado Jair Picerni, que dirigiu o Sport nos dois jogos contra o Guarani, e fomos campeões. Sendo assim, acertou a pergunta da semana passada quem respondeu a letra “b” – Luiz Felipe Scolari.

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Foto da página do Diário de Pernambuco, noticiando o acerto com Luiz Felipe – Arquivo Público de Pernambuco

Para finalizar e ir entrando no clima da Copa do Brasil, vai aí mais uma pergunta:
Em 1989, o Sport decidiu o título da referida Copa contra o Grêmio, alcançando um questionado vice-campeonato. A pergunta é: Quem fez o gol do Sport naquela decisão?

a – Assis (contra)
b – Lopes
c – Mazarópi (contra)

Próxima semana traremos a trajetória do Leão na Copa do Brasil de 89, para esquentar a torcida para o jogo contra o Imperatriz-MA. Esperamos que este elenco leve a competição deste ano tão a sério quanto ela foi encarada em 89. Mas enfim… isso é história para a próxima semana!

Aproveitem esse espaço para sugestões, críticas, perguntas, acréscimos… Tudo que engrandecer a história rubro-negra será muito bem-vindo.

Então é isso… Um grande abraço e saudações rubro-negras!

Relembrando: O título de 1987 – parte 2

Retomando a história que contamos semana passada, falaremos hoje de alguns fatos que ocorreram no intervalo entre Dezembro de 87 e Fevereiro de 88, mês em que o Sport foi campeão brasileiro.

Em dezembro de 87, falar que havia um “regulamento” para o Módulo Amarelo era ser bondoso com a CBF. O caos era total. Por exemplo: para a final do Módulo Amarelo, o Sport entrava com vantagem contra o Guarani, pois havia feito melhor campanha. Bastava ganhar uma partida ou empatar as duas que seria campeão. No entanto, o Sport saiu atrás após perder em Campinas. Bastaria portanto, vencer o Guarani por um placar simples e sairiamos campeões.

Na SEMANA do confronto final (após pressões de Castor de Andrade – Diretor do Bangu – derrotado na semi-final pelo Sport), a CBF resolve que o Sport deveria não só ganhar no tempo normal, como também na prorrogação. Eram as forças de Castor, que participou de agressões contra o Sport em Moça Bonita e havia sofrido a retaliação aqui na Ilha. Pois bem, ganhamos por 3 a 0 e empatamos na prorrogação. Nos pênaltis, 11×11; e Homero decide dividir o título.

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Na foto, Neco disputando a bola na semi-final contra o Bangu

Pois bem, esse mesmo Castor de Andrade – Diretor do Bangu, dirigente da Mocidade (escola de samba) e conhecido bicheiro carioca, fez da sede da CBF um verdadeiro ringue de boxe na semana que antecedeu a final do Módulo Amarelo.

Isso ocorreu porque Fred Oliveira (presidente da FPF) foi representar o Sport numa reunião na entidade, e foi recebido por 17 seguranças de Castor (acabou sendo agredido por socos e pontapés por 6 deles). Castor ainda teve a cara de pau de chegar depois na sede e perguntar cinicamente o que havia acontecido. Foi o estopim para Fred, que a partir daí fez da Federação Pernambucana uma forte aliada em prol dos direitos do Sport.

Ainda nesta semana, Márcio Braga – Presidente do Flamengo – em entrevista à Manchete, disse que seria um orgulho vencer o Inter no Beira-Rio, para receber a taça das mãos da “Bichona” que era o Presidente da F. Gaúcha de Futebol, Rubens Hoffmeister. Resultado: Dias depois, na sede da CBF, Hoffmeister teve de se reunir com Márcio Braga para resolver problemas sobre a final do módulo verde e o pau cantou. Márcio Braga levou um murro e alguns pontapés. “Só para se dar ao respeito”, saiu dizendo o gaúcho…

Relembrando… O título de 1987 – parte 1

Na última semana, mais precisamente no dia 7/2, a torcida rubro-negra compareceu à Ilha do Retiro para comemorar os 20 anos do título do campeonato brasileiro de 1987. De quebra, o Leão ainda bateu o Vera Cruz e assegurou a sua liderança no campeonato pernambucano. No intervalo desta partida, a Rádio Ilha retransmitiu o gol do título, que a torcida rubro-negra fez questão de comemorar.

Mas, se muitos sabem quem foi o autor do gol do campeonato, pouca gente lembra quem fazia parte daquele elenco, quem o dirigia, o que fez o campeonato ser decidido apenas em 1988 e o que aconteceu nesse longo intervalo. Na postagem de hoje abordaremos apenas as finais daquele ano e os heróis do título.

Como já foi dito, a finais ocorreram apenas em 1988, após um período de férias de jogadores e comissão técnica. Duas semanas antes do primeiro jogo da final, o elenco foi reunido novamente e começou a preparação para o primeiro jogo decisivo.

Em Campinas, o Sport enfrentou e empatou em 1×1 com o Guarani com Flávio, Betão, Estevam, Marco Antônio; Zé Carlos Macaé, Rogério, Ribamar e Zico; Robertinho, Nando e Neco. Saíram Nando e Ribamar, para a entrada de Augusto e Disco, respectivamente. O público foi de 4.627 pessoas, teve a arbitragem de Carlos Elias Pimentel e o gol do Sport foi marcado Betão.

Uma semana depois, o Sport decidia o título na Ilha do Retiro. Com o mesmo time da primeira decisão, o Sport vencia o Guarani por 1×0, gol de Marco Antônio de cabeça, na baliza da sede. O técnico Jair Picerni sacou Ribamar para a entrada de Augusto. O público foi de 26.282 pessoas, para a renda de 4.905.000,00 Cruzeiros e a arbitragem foi de Luiz Carlos Félix.

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Na foto, em pé: Betão, Estevam, Flávio, Rogério, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; agachados: Robertinho, Ribamar, Nando, Zico e Neco.

Próxima semana estaremos trazendo o que fez o campeonato ser decidido em 1988, as polêmicas ocorridas nesse intervalo e as mudanças que o Sport teve de enfrentar.

Finalizando, uma pergunta para quem acessa o blog: muitos sabem que o treinador do Sport em 1987 era Emerson Leão. No entanto, Leão deixou o Sport antes da final contra o Guarani para assumir o Coritiba. A pergunta é: antes de acertar com Jair Picerni, qual foi o treinador que o Sport combinou todas as bases e por pouco não contratou?

Opções:
a – Rubens Minelli
b – Luiz Felipe Scolari
c – Carlos Alberto Silva

Próxima semana traremos a resposta e a história deste episódio. Aproveitem este espaço para deixarem suas perguntas, sugestões, correções, enfim… Tudo que possa resgatar a bela história do glorioso Sport Club do Recife.

Grande abraço e até a próxima semana!
Saudações rubro-negras!

Memória Rubro-Negra

Quem não se lembra de Manga? E País? Traçaia, Merica, Robertinho? Para os mais novos, quem não lembra de Hélio e Moura? Quem sabe quando fomos campeões pela primeira vez? Quem fez o primeiro gol da história do Sport? Qual era mesmo o ataque daquele bi-campeonato de 1962?

É por estas e outras questões que, com muito prazer, volto a escrever neste blog, que para mim representa um espaço onde o nosso amado Sport Club do Recife estará sempre em primeiro lugar.

Diferentemente do ano de 2006, não estarei escrevendo artigos de opinião. O foco, desta feita, será única e exclusivamente a história do Leão da Ilha.

Através de cada semana, trarei posts referentes a temas atualmente correntes e sempre que possível, tentarei responder dúvidas sobre nossa história ou escrever sobre temas que vocês mesmos podem pedir.

Espero assim, contribuir para este espaço, e consequentemente, contribuir com o glorioso Sport Club do Recife, relembrando histórias e desvendando questões que se perderam no passado.

Um grande abraço e saudações rubro-negras!

A luta pela estrela prateada

Há um tempo atrás, visitando as comunidades do Orkut, pude ler comentários de atleticanos e coritibanos, que alegavam não querer colocar a estrela prateada no peito, se suas equipes fossem campeãs. Segundo eles, ela feria a tradição de seus clubes, pois ter particiádo da 2ª Divisão era algo a ser esquecido.

O engraçado é que só foram esses clubes irem perdendo a liderança, que todos passavam a considerar o título como uma obrigação, mas ainda assim, eles continuavam mantendo o desprezo em relação à estrela.

A torcida do Sport não. Nós pensamos diferente.

Consideramos que uma equipe que tem a melhor defesa, melhor saldo de gols e a segunda maior média de público do campeonato, além de ser a única equipe entre as quatro primeiras que começou o campeonato com 90% de seu elenco formado e permaneceu 32 rodadas dentro do G-4, merece, e muito, coroar sua campanha com o título.

Somado a isso, temos um grande desejo de colocar mais essa estrela no nosso peito, para simbolizar o orgulho de ter enfrentado as dificuldades desses últimos 5 anos e mostrar que as superamos com raça e amor.

Para nós, erguer mais uma estrela acima de nosso escudo não significa vergonha por ter enfrentado uma 2ª divisão. Significa que conseguimos superá-la da melhor forma possível, pois só essa apaixonada torcida sabe o quanto sofreu para conquistar o retorno ao seu lugar de direito.

Faltam poucos pontos para essa agonia acabar, e mais alguns tantos se quisermos erguer mais uma taça. Portanto, tomara que esta estrela ilumine o caminho de quem a deseja. E que essa fiel torcida rubro-negra possa carregar no peito o orgulho de ser mais uma vez campeã.

Um abraço e pelo Sport tudo!

A tranquilidade que faltava

Revendo os lances do jogo de ontem, pude constatar a tamanha superioridade que o Leão exerceu diante do Ceará.

Com a Ilha recebendo mais de 26 mil torcedores, e o Sport jogando um futebol aguerrido e de qualidade, senti como se voltasse no tempo direto para o final da década de 90.

O fato é que o Sport não descansou até conseguir o gol. Quando todos já olhavam para o cronômetro ou perguntavam o tempo de jogo, Rodrigo fez bela jogada pela esquerda e levantou na medida para o garoto Ânderson balançar a rede. Explosão de alegria na Ilha do Retiro.

Ao final da partida, muitos falavam na liderança, no importante passo para o acesso e possivelmente, para o título. Mas o que quero destacar é que esta vitória dá toda a tranquilidade ao Sport para buscar os pontos que lhe darão melhores condições para buscar os seus objetivos.

Mais importante ainda é o fato de que daqui para frente, o Sport jogará tranquilo e em ascensão. O Leão está invicto há 7jogos e não toma gols há 4. Ou seja, para um time nessas condições, buscar o título será a recompensa por todo o trabalho deste ano, seja da diretoria, dos jogadores, da comissão técnica e da abnegada torcida rubro-negra.

Parabéns a todos por mais essa bela vitória! Falta pouco para retornarmos ao nosso lugar de direito! Força Leão!

Grande abraço e pelo Sport tudo!

Luiz Fittipaldi

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