Por Gilvan Noblat Filho
No nosso clube, na maioria dos clubes e no nosso governo, o regime é presidencialista, portanto a maior responsabilidade é de quem comanda o mesmo, ou seja, do presidente.
Ninguém assume o cargo máximo de um clube sem que o mesmo não tenha raízes profundas, serviços prestados, amor incondicional, condição moral, consenso político, etc…
No clube de futebol, onde as paixões se sobressaem é improvável que o seu mandatário seja movido por um sentimento de não querer glórias e vitórias. Há acertos e erros como em todas diretrizes e seguimentos de quaisquer atividades do qual fazem parte. Não importa “tanto” se o time cresce patrimonialmente, administrativamente, o que importa para os apaixonados são os resultados futebolísticos.
Há exatos 20 anos atrás éramos rebaixados pela primeira vez. Nosso presidente na época era Luciano Bivar. Vínhamos de um título brasileiro de 1987. Em seguida resgatamos em 1988 o campeonato pernambucano contra o Náutico, nosso maior rival e freguês, com uma vitória avassaladora por 4 x 1 nos nossos domínios.
Em 1990, no segundo ano do biênio de Bivar, nossa meta era não cair de divisão novamente. Nas palavras do nosso mandatário, a segunda divisão era ainda compensadora “financeiramente”, e o nosso clube não tinha recurso financeiro para uma volta imediata á divisão de elite. Tínhamos vindo de um campeonato em que fomos roubados vergonhosamente contra o Santa Cruz na prorrogação no Arruda com um gol legítimo do nosso zagueiro Marcio Alcântara. Mas a realidade é que este mesmo time, limitado tecnicamente, com nosso já veterano capitão e eterno ídolo Ailton, com jovens promessas como Mirandinha, Ségio Alves e Alencar, recolocaram o Sport no seu devido lugar com a conquista da Segunda Divisão.
No fatídico ano de 2001, perdemos um hexa ganho se tivéssemos mantido simplesmente a base do ano anterior e posteriormen te caímos de divisão novamente. “Coincidências” acontecem. Até o presidente era o mesmo de 1989, tendo este renunciado neste mesmo ano de 2001, em pleno andamento do Campeonato Brasileiro, numa descisão controversa, deixando assim nas mãos de Fernando Pessoa o seu segundo ano do biênio.
Chegamos finalmente ao ano de 2009. Este ano prometia e muito. Começamos com uma eleição super acirrada, como não poderia deixar de ser com tantos seguidores. Dr. Sílvio foi eleito democraticamente por maioria esmagadora. Era o nome de consenso da diretoria vitoriosa anterior com todos os méritos. Tem história de serviços prestados no nosso clube e vem de uma família tradicional rubro-negra. Não estou aquí para defendê-lo nem tenho procuração para isso. Conheço-o mais de vista, nos encontramos algumas vezes conversando rapidamente ou simplesmente nos cumprimentando. Mas na vida tomamos descisões e descisões.
Este ano começamos mantendo n ossa comissão técnica e a base dos jogadores. Trouxemos só uma “estrela” que era o Paulo Bayer. Foi pouco? Sim, mas nosso presidente tenta fazer com que as finanças do clube andem sadiamente,sem cometer loucuras como outros de antigamente que deixavam o clube inviável financeiramente. `Ganhamos o Campeonato Pernambucano invictamente e fizemos uma campanha magnífica na Libertadores. Mas então chegou o Brasileirão…
Logo no começo Nelsinho pede demissão numa descisão conturbada e mal gerida pelo nosso presidente com suas explicações pouco convicentes sobre o caso. Chegou então Leão com quase total unanimidade para comandar o nosso esquadrão na sequência do Campeonato. Quem ousaria neste momento prever o que aconteceria depois? Um técnico com experiência, ídolo da nossa nação, um time vencedor, com jogadores talhados e testados em competições anteriores. Os jogadores que Leão indicou na sua maioria corresponderam no primeiro momento. Mas o s outros jogadores, que aquí tinhamos, começaram a jogar absolutamente “nada”. A culpa é só de Leão? Ele veio só buscar o que era seu por direito (dívida anterior)?
Acho que Leão é uma pessoa de caráter e profissional, não sujando seu currículo que é riquíssimo no futebol brasileiro,apesar de ser um cara altamente “pernóstico”. Enfim com pífios resultados Leão caiu.
Se já estávamos em situação difícil, eis que a diretoria de futebol demora para contratar um novo técnico e deixa o Sport em quatro ou mais jogos nas mãos do “esforçado e empenhado” Levi Gomes. Deu no que deu estes jogos. E aí vem o pior. Traz um técnico de qualidade técnica duvidosa que simplesmente está do outro lado do mundo, totalmente ignorante (desconhecedor) do que se passa no futebol brasileiro em um momento crucial do nosso destino no campeonato. Um assombro!!!
Chamusca até melhorou nossa performance, mas já era tarde demais. A base dos jogador es que aquí ficaram do ano passado continuou e continua a jogar mediocramente este final de campeonato. Os nossos zagueiros e nossos volantes foram neste campeonato “piada de mau gosto”. Só se salvaram Magrão, nosso eterno garoto Dutra, Adriano Pimenta e Wilson e Arce algumas vezes. Concluindo, os jogadores foram os maiores culpados pelo rebaixamento.
Crucificar Sílvio Guimarães? Acho que não é por aí. Ele acertou e errou. E os jogadores? Para mim eles que me deram a maior alegria no ano passado são os mesmos que me fazem sofrer hoje. Estou confiante e animado desde já com a contratação do nosso subestimado Givanildo. Vibrei muito com sua contratação. Esta essa é sua casa e Giva sabe disto e a torcida também.
Esta é a minha simples opinião vinda da experiência de quarenta e três anos de futebol.
PELO SPORT TUDO!