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Arquivo de novembro, 2009

Vai processar mesmo ou foi só bocão?

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O presidente do Sport Club do Recife, o Dr. Sílvio Guimarães, falou para quem quisesse ouvir: “Quem falar em hexa do Flamengo será processado!“.

Mãos a obra então, presidente! Só não me diga que foi só bocão, que apenas tentou impressionar a torcida…

Errar é humano, renovar o erro…

Procurei no dicionário a palavra ‘renovar’ e encontrei os seguintes significados: Tornar novo, melhorar, consertar, recomeçar, substituir por coisa melhor, e por aí vai. E é justamente isso que não estamos vendo nos mandatários rubro negros, apesar do discurso ser esse: ‘Precisamos renovar!’.

Bem, eu pensei que o verbo renovar fosse relacionado aos significados escritos acima e não renovar contratos de jogadores de futebol que tiveram passagens que podemos classificar de medíocres a ruins pelo Sport nesse ano.

Pensei que renovar fosse mudar boa parte do elenco, dar ânimo novo a equipe, e não renovar na intenção de continuar no erro. Fiquei surpreso ao ler o interesse da diretoria em renovar – olha o verbo novamente – o contrato do atacante Guto. Guto? Guto! Minha nossa senhora…

Um jogador que não convenceu na sua passagem pelo Sport, um jogador que ficou aquém de um artilheiro nato e mesmo assim, poderá ter seu contrato renovado pelo Leão da Ilha do Retiro.

Pensei que a intenção era montar um grupo forte para 2010 para brigarmos pelo Penta Pernambucano, Bi da Copa do Brasil e pelo título da Série B. Ledo engano, Walleys Santos, lego engano…

Acho que na verdade quem precisa de ‘renovação’ é a torcida do Sport. Principalmente renovar a paciência, pois pelo andar da carruagem ela será nossa eterna companheira ano que vem.

Alguém ainda ‘renova’ isso? Ops! Desculpem… Alguém ainda duvida disso?

Quebra galho?

O que é que estava acontecendo? A cada gol do Fluminense-RJ uma parte da torcida do Sport comemorava! Como assim? Será que o forte sol acabou afetando a cabeça daqueles que estavam na Ilha e todos esqueceram qual a cor do nosso time?

Que nada! A cada gol sofrido, é como se o time dos Aflitos levasse o gol. A cada gol sofrido é como se a arrogância do co-irmão fosse por água abaixo. A cada gol sofrido mostrava que quem ri por último ri melhor. Quem não se lembra dos fogos de artifícios na noite quem fomos matematicamente rebaixados? Madrugada afora, diga-se de passagem!

Não é de hoje quem escutamos a frase: “Prefiro ver o Sport perder a ver o meu time ganhar!”. Impressionante a que ponto chega à inveja relacionada ao nosso clube. Concordo que foi um ano que teve um começo maravilhoso e um final vergonhoso, mas mesmo assim, o Sport Club do Recife consegue ser o time mais odiado do Estado. O engraçado é que tem um time ‘fora de série’ que se atreve a ironizar com a nossa cara… Dá pra entender uma coisa dessas?

Encontrava com um amigo meu, torcedor do time dos Aflitos, que reclamava porque o Sport não quebrou o galho do time dele vencendo o clube carioca. Quebra galho? Olhei pra ele e falei num tom zombeteiro – não iria perder a chance – ‘Prezado e ilustre amigo, quem quebra galho é macaco, e não leão’.

Perco o amigo, mas não perco a piada…

E agora, vão cuidar do gramado?

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Eu duvido muito! Se não cuidaram nem pra Libertadores, imagine para o pobre Pernambuquinho e a maldita Série B. E pelo visto não sou o único a pensar assim.

Enquanto isso, vamos colecionando trófeus: Gabriel, Xinho, Everton Felipe, Daniel Paulista, Adriano Pimenta… Quem será o próximo?

Crucificação e dor

Por Gilvan Noblat Filho

No nosso clube, na maioria dos clubes e no nosso governo, o regime é presidencialista, portanto a maior responsabilidade é de quem comanda o mesmo, ou seja, do presidente.

Ninguém assume o cargo máximo de um clube sem que o mesmo não tenha raízes profundas, serviços prestados, amor incondicional, condição moral, consenso político, etc…

No clube de futebol, onde as paixões se sobressaem é improvável que o seu mandatário seja movido por um sentimento de não querer glórias e vitórias. Há acertos e erros como em todas diretrizes e seguimentos de quaisquer atividades do qual fazem parte. Não importa “tanto” se o time cresce patrimonialmente, administrativamente, o que importa para os apaixonados são os resultados futebolísticos.

Há exatos 20 anos atrás éramos rebaixados pela primeira vez. Nosso presidente na época era Luciano Bivar. Vínhamos de um título brasileiro de 1987. Em seguida resgatamos em 1988 o campeonato pernambucano contra o Náutico, nosso maior rival e freguês, com uma vitória avassaladora por 4 x 1 nos nossos domínios.

Em 1990, no segundo ano do biênio de Bivar, nossa meta era não cair de divisão novamente. Nas palavras do nosso mandatário, a segunda divisão era ainda compensadora “financeiramente”, e o nosso clube não tinha recurso financeiro para uma volta imediata á divisão de elite. Tínhamos vindo de um campeonato em que fomos roubados vergonhosamente contra o Santa Cruz na prorrogação no Arruda com um gol legítimo do nosso zagueiro Marcio Alcântara. Mas a realidade é que este mesmo time, limitado tecnicamente, com nosso já veterano capitão e eterno ídolo Ailton, com jovens promessas como Mirandinha, Ségio Alves e Alencar, recolocaram o Sport no seu devido lugar com a conquista da Segunda Divisão.

No fatídico ano de 2001, perdemos um hexa ganho se tivéssemos mantido simplesmente a base do ano anterior e posteriormen te caímos de divisão novamente. “Coincidências” acontecem. Até o presidente era o mesmo de 1989, tendo este renunciado neste mesmo ano de 2001, em pleno andamento do Campeonato Brasileiro, numa descisão controversa, deixando assim nas mãos de Fernando Pessoa o seu segundo ano do biênio.

Chegamos finalmente ao ano de 2009. Este ano prometia e muito. Começamos com uma eleição super acirrada, como não poderia deixar de ser com tantos seguidores. Dr. Sílvio foi eleito democraticamente por maioria esmagadora. Era o nome de consenso da diretoria vitoriosa anterior com todos os méritos. Tem história de serviços prestados no nosso clube e vem de uma família tradicional rubro-negra. Não estou aquí para defendê-lo nem tenho procuração para isso. Conheço-o mais de vista, nos encontramos algumas vezes conversando rapidamente ou simplesmente nos cumprimentando. Mas na vida tomamos descisões e descisões.

Este ano começamos mantendo n ossa comissão técnica e a base dos jogadores. Trouxemos só uma “estrela” que era o Paulo Bayer. Foi pouco? Sim, mas nosso presidente tenta fazer com que as finanças do clube andem sadiamente,sem cometer loucuras como outros de antigamente que deixavam o clube inviável financeiramente. `Ganhamos o Campeonato Pernambucano invictamente e fizemos uma campanha magnífica na Libertadores. Mas então chegou o Brasileirão…

Logo no começo Nelsinho pede demissão numa descisão conturbada e mal gerida pelo nosso presidente com suas explicações pouco convicentes sobre o caso. Chegou então Leão com quase total unanimidade para comandar o nosso esquadrão na sequência do Campeonato. Quem ousaria neste momento prever o que aconteceria depois? Um técnico com experiência, ídolo da nossa nação, um time vencedor, com jogadores talhados e testados em competições anteriores. Os jogadores que Leão indicou na sua maioria corresponderam no primeiro momento. Mas o s outros jogadores, que aquí tinhamos, começaram a jogar absolutamente “nada”. A culpa é só de Leão? Ele veio só buscar o que era seu por direito (dívida anterior)?
Acho que Leão é uma pessoa de caráter e profissional, não sujando seu currículo que é riquíssimo no futebol brasileiro,apesar de ser um cara altamente “pernóstico”. Enfim com pífios resultados Leão caiu.

Se já estávamos em situação difícil, eis que a diretoria de futebol demora para contratar um novo técnico e deixa o Sport em quatro ou mais jogos nas mãos do “esforçado e empenhado” Levi Gomes. Deu no que deu estes jogos. E aí vem o pior. Traz um técnico de qualidade técnica duvidosa que simplesmente está do outro lado do mundo, totalmente ignorante (desconhecedor) do que se passa no futebol brasileiro em um momento crucial do nosso destino no campeonato. Um assombro!!!

Chamusca até melhorou nossa performance, mas já era tarde demais. A base dos jogador es que aquí ficaram do ano passado continuou e continua a jogar mediocramente este final de campeonato. Os nossos zagueiros e nossos volantes foram neste campeonato “piada de mau gosto”. Só se salvaram Magrão, nosso eterno garoto Dutra, Adriano Pimenta e Wilson e Arce algumas vezes. Concluindo, os jogadores foram os maiores culpados pelo rebaixamento.

Crucificar Sílvio Guimarães? Acho que não é por aí. Ele acertou e errou. E os jogadores? Para mim eles que me deram a maior alegria no ano passado são os mesmos que me fazem sofrer hoje. Estou confiante e animado desde já com a contratação do nosso subestimado Givanildo. Vibrei muito com sua contratação. Esta essa é sua casa e Giva sabe disto e a torcida também.

Esta é a minha simples opinião vinda da experiência de quarenta e três anos de futebol.

PELO SPORT TUDO!

Foi o Sport mesmo?

As vezes me pergunto se realmente foi o Sport que disputou o Campeonato Brasileiro da Série A em 2009. Ao longo da competição vi um time sem garra, sem raça, sem vontade, sem brio, sem alma…

Ok, tivemos alguns raros momentos em que de fato parecia ser o nosso Leão em campo, mas de forma geral, de maneira alguma era o Sport quem estava em campo.

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A faixa da Brava Ilha esclarece isto: Raça e Luta, isso é o Sport. Alguém ai viu isto neste time? Eu não! Um time (ou bando, como queiram) totalmente entregue, sem qualquer poder de reação.

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Uma outra faixa dizia: Honre a camisa. Não sei se foi um recado para alguém especificamente, porém, me arrisco a dizer que exceto por homens como Dutra e Magrão, por exemplo, a mensagem vale para todos.

VÍDEO – Mensagem de final de ano do Sport

A Agência Marta Lima Comunicação já vem trabalhando para o Sport Club do Recife e este vídeo, que será veiculado na Sportv durante a transmissão da partida contra o Internacional/RS, no próximo domingo, na Ilha do Retiro, é um dos primeiros frutos desta parceria.

A pedra no caminho!

Esses três últimos jogos do Sport têm uma importância muito maior do que imaginávamos. Cumprir tabela? Nada disso! Se formos analisar adversário por adversário, vamos entender detalhadamente a real situação dos nossos oponentes.

A primeira vítima foi o Palmeiras-SP. Ou será que eles acham que não? Empataram com o lanterna da competição que ainda não tinha vencido ninguém fora de casa em pleno parque antártica, com direito a roubo e tudo. Depois disso, o negócio desandou pelo lado de lá. Lembrei-me do ‘grande’ zagueiro Danilo. Vai um recado: Boca fechada não entra mosquito.

O Fluminense-RJ pode – e deve – ter sua vida complicada se perder para o Papai da cidade! O rebaixamento do time carioca para a Série B pode ser concretizado na Ilha do Retiro. Se o Leão jogar como jogou no último jogo, não tem personagem infantil que dê jeito! Cuca? Não metia medo nem na época do Sítio do Pica Pau Amarelo. Fred? Bem, admito que gostava muito dos Flintstones.

O Internacional-RS também pode ter sua vida bagunçada pelo Sport. Briga pela Libertadores em 2010 e perder aqui no Recife, pode – e deve mais uma vez – deixá-lo com outros horizontes. Vai disputar uma competição internacional sem dúvidas. Mas pode ser aquela que eles não esperavam.

E o São Paulo-SP? Esse pode ser o pior de todos, pois briga simplesmente pelo título do campeonato. Se precisar vencer pra ser campeão, pode ser mais difícil do que se imaginava. Pato morto? O Sport? O nosso mascote é um leão! Agora, se o Flamengo-RJ depender de uma vitória nossa para se sagrar campeão, é melhor analisarmos melhor, pois uma derrota a mais ou a menos não vai mudar muito o nosso contexto dentro da tabela.

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