Não por nada, mas também não tem como pensar o contrário. Começo a achar que depois de Nelsinho, não acertamos nos últimos treinadores que aportaram na Ilha. Leão veio e não se concentrou em treinar o Sport, simplesmente focou arbitragem e na grana que tinha por receber do clube. O resultado infelizmente todos nós sabemos qual foi. Uma tragédia na concepção da palavra infelizmente. Do temperamental treinador apenas uma observação a fazer.
Pelo que deu para ver ele indicou jogadores melhor que os que Péricles Chamusca trouxe para o clube. Fabiano é o artilheiro do time, Elder Granja tem seus altos e baixos, Hugo era o mais promissor e infelizmente contundiu-se seriamente no joelho e Arce, vem sendo utilizado como titular do time do treinador baiano.
E por falar em Chamusca, o treinador que já tinha trabalhado em Pernambuco em um coirmão, mas não conseguiu nenhum título aqui, e foi embora para o sudeste e centro-oeste do Brasil. Até que treinou o Santo André onde se sagrou Campeão da Copa do Brasil e ganhou mais notoriedade. Tempo depois partiu para o Japão onde ficou por 4 anos.
Após desembarcar no Brasil para treinar o Sport, uma grande parte da torcida acreditava que o seu conhecido temperamento de sempre tentar agregar seus comandados poderiam cair como uma luva, no já conturbado ambiente leonino.
Após 8 jogos ele contabiliza 5 derrotas, 1 empate e apenas 2 vitórias. Pouco, muito pouco mesmo para quem seria o mentor estratégico de uma sonhada reviravolta e que colocaria o Sport novamente no páreo para uma Copa Sulamericana, e sendo assim, longe de uma zona de rebaixamento.
Depois de uma pífia reação, a torcida passou a acreditar um pouco mais no time também devido a chegada de vários reforços indicados pelo treinador.
Informações davam conta que nos treinos, os atletas indicados estavam “arrebentando”, ali se desenhava uma esperança que todo planejamento traçado para salvar o clube do descenso pudesse dar certo.
Veio os jogos e simplesmente o Leão não convenceu. O melhor jogo que vi o Sport no comando de Chamusca foi contra o Atlético (MG), onde empatamos no Mineirão com uma tremenda quantidade de gols perdidos.
Mesmo as duas vitórias que o Leão conseguiu nos jogos na Ilha contra Vitória (BA) e Botafogo (RJ), o time não empolgou. E o que é pior e mais grave como tocou Walleys Santos na oportuna postagem anterior. Reforços? Quais? Quem realmente valeu a pena ter vindo?
Dos reforços pós Emérson Leão só gostei de Fininho e do centroavante Lincon, que não foi indicado por Chamusca e vem sendo preterido pelo treinador com as mais amalucadas explicações. O resto nada mostrou, podem até render e justificar as suas vindas, mas até agora nenhum convenceu.
Devido a isso não é preciso ser nenhum gênio ou entendedor de futebol para enxergar o que vem se desenhando na Ilha do Retiro. O horizonte começa escurecer cada vez mais e o vislumbre de um futuro melhor, e assim, a tão sonhada permanência na séria A, se torne ilusão e fique brigando com as racionalidades dos fatos , juntamente com a espada da matemática na mão.
Uma parte da torcida ainda está otimista, não vou dizer que estou também, eu apenas acredito porque a os implacáveis cálculos ainda me permitem sonhar, apenas isso, e somando ao espírito do torcedor leonino que tem nas veias o instinto da luta e de não sucumbir a nenhum desafio.
Pelo menos um fato positivo vem acontecendo que é o nivelamento do cordão dos desesperados. Ninguém ganha, ninguém se distancia, então esse festival de ruindade tem sido pelo menos benéfico para nós.
Domingo contra o Santo André (SP) é mais um jogo daqueles de arrepiar, de tirar o fôlego, confronto de 6 pontos e mais uma decisão em casa. É mais uma disputa que vai decidindo aos poucos se a Ilha será paradisíaca ou vulcânica…
Com tudo isso 2010 promete.