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Arquivo de março, 2009

Guilherme Beltrão tem razão

*Por Roberto Vieira

Afirmar que arbitragem não interfere no resultado de uma partida é ingênuo. Arbitragem define resultados. Precisa ser profissional. Cobrada e vigiada para o bem da própria arbitragem. Duvidam? Darei um exemplo.

O Sport está preocupado com a arbitragem contra o Palmeiras. Com toda a razão desse mundo. O juiz tem de ser de fora, senão vai puxar a sardinha para o lado palestrino! Essas não são palavras de qualquer um. São palavras do rubro negro Guilherme Beltrão. Eu repito em negrito: Gulherme Beltrão está coberto de razão!

A imprensa pernambucana, que avisa para ter cuidado com os juízes na Libertadores, também esta coberta de razão! Ponto. Então, fica difícil
entender os dois pesos e duas medidas. Por que Náutico e Santa Cruz não deveriam vigiar e cobrar boas arbitragens?

Porque o Sport é um cordeirinho e o Palmeiras é mafioso?

Não. O cuidado com uma boa arbitragem é primordial pra quem deseja vencer um campeonato. Primordial, meu amigo. Com isso não queremos dizer que tem juiz desonesto em Pernambuco, porque não tem. Nunca teve. Pernambuco tem uma tradição de honestidade. Com Sherloque, Sebastião Rufino, Manoel Amaro, Wilson de Souza e Zezé Fernandes.

Os juízes pernambucanos apitam pressionados. Com medo das críticas. Desacobertados pela FPF. Os juízes pernambucanos erram como qualquer ser humano. Erram mais a favor dos grandes. Castigam os pequenos. Fazem o que eu, você e qualquer um faria no seu lugar. Daí a serem desonestos vai um grande pulo.

Porém, seguro morreu de velho. A pressão tem de ser bilateral. O Sport quando se sente prejudicado berra da Ilha. Então, reza o princípio dos vasos comunicantes, Náutico e o Santa também devem berrar.

Nada de dois pesos, meus amigos. Nada de duas medidas.

Quando se fala de arbitragem. O Guilherme Beltrão está coberto de razão!

*Roberto Vieira é médico e escreve no Blog do Roberto

Texto retirado do nosso parceiro Blog do Torcedor.

Juiz de fora, costume de dentro!

Falou-se tanto em trazer juízes de fora que o Presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira, acabou cedendo às pressões dos times reclamantes e, mais uma vez, o campeonato pernambucano de futebol será apitado por árbitros de outros estados.

A reclamação agora é saber quem vai custear a estada desses senhores em Recife. O Sport não quer pagar, os adversários também não. Reclamaram pra trazer juizes de fora, e agora reclamam que os juízes de fora foram trazidos. Vai entender.

A vinda de juízes de outros estados deu-se exclusivamente porque afirmaram que os nossos árbitros estavam ajudando o Sport, que não estavam sendo competentes o suficiente para apitarem os jogos do Pernambucano e mais um monte de baboseiras.

A ironia vem agora, o time dos Aflitos foi o que mais reclamou e tem um árbitro cearense escalado no seu jogo. Um arbitro cearense! Até aí tudo normal, mas esqueceram de avisar que o Ceará está vivendo a maior crise de arbitragem de toda a sua história!

Todos os clubes do campeonato cearense estão reclamando que o Ceará está sendo ajudado pelos possíveis erros e já existe treinador se dizendo enojado com o campeonato e pedindo aos céus pra que acabe logo.

O maior reclamante daqui acabou recebendo um juiz cearense… Coisas do destino? Coincidências? Artimanhas do acaso? Quem sabe…

Quem disse que no Ceará não tem disso não? Enganou-se completamente!

Novamente as dívidas e a insuportável TV plim plim

Sei que muitos aqui não gostam deste tipo de tópicos em relação aos problemas internos que o Sport atualmente vem passando devido a más administrações passadas. O Sr. José Valadares gentilmente enviou esclarecimentos sobre o processo do Sport contra o Banco Central e quais foram os motivos que o levaram a tomar tais procedimentos (Ver nos comentários da postagem “Uma dívida irresponsável”). Isso é bom para que a torcida tome conhecimento dos fatos, e o melhor é que a iniciativa partiu do próprio ex-presidente para que cada um tome suas conclusões.

Lembrando que o espaço está aberto para quem também foi citado dê os seus esclarecimentos. Outro ponto preocupante foi matéria publicada na edição de domingo no JC, a reportagem faz um apanhado das dívidas trabalhistas e de acordos feito com ex-jogadores do clube. Fiquei estarrecido, pois simplesmente o Leão está pagando atualmente, sem exageros, duas folhas salariais. Negociações com atletas como o goleiro Nei e o atacante Aldrovani chegam a beirar o absurdo e ficamos indignados de como os gestores da época deixam chegar a uma situação dessas.

Sem sombra de dúvidas 70% dos jogadores que pleiteiam na justiça (e ganharam) absolutamente não agregaram em nada ao clube, foram jogadores medíocres e que simplesmente não renderam e foram dispensados de forma totalmente equivocada quando se diz respeitos aos seus diretos trabalhistas, dando espaço a ações descabidas feitas por advogados espertalhões e onerando os cofres do clube. O caso do goleiro Nei que foi um dos goleiros mais estabanados que eu já vi jogar. Aldrovani ficou 80% do tempo em que estava aqui, entregue ao departamento médico. Ao que parece os gestores não tinham nenhuma preocupação com as futuras administrações, como bem coloquei no texto passado.

A formulação de contratos tem de ser revista, acredito que isso não ocorram mais. O atual presidente do Sport tem rédea curta e quando o questionei em algumas situações, tive a certeza que ninguém vai ganhar dinheiro em cima do clube e com essa postura o Sport vai ser preservado. No comentário anterior disse que não queria saber de quem cometeu tais desmandos e lendo comentários ao posts de leitores como Erick da Silva, Antônio Firmino, Rinaldo Dias e Amaro José, apenas para citar alguns, e conversando com alguns amigos mudo minha posição de que realmente é bom que fique claro quem cometeu tantos desmandos. Quanto mais transparente levarmos essa discussão à frente, mais poderemos em eleições futuras separar o joio do trigo.

Agora tocando no assunto do complicado jogo de sábado contra o Petrolina, venho aqui dar uma sugestão aos irmãos rubro-negros. Deixem o volume da TV mudo nas transmissões, porque vai evitar uma irritação desnecessária se por acaso ouvirem os desqualificados pseudo comentaristas do plim plim. Vendo novamente os lances percebi que os erros cometidos foram absolutamente normais de acontecer.

O lance de Vandinho houve uma disputa e puxão de camisas de ambos os lados. O juiz foi ruim para os dois. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que um erro ou outro não beneficiou o Sport, isso acontece com todos, o time Rosa mesmo teve uma cobrança de Penalti que foi repetida três vezes para até que enfim ser assinalado gol.

Já pensou se fosse com o Sport? Mas o que não se admite é o irresponsável do Lúcio Surubim que foi um jogador sofrível e é declaradamente torcedor das Pinks da Rosa e Silva vir no meio da transmissão levantar dúvidas sobre a lisura da arbitragem em relação a competição. Isso não é função dele e sim do outro desmiolado comentarista, o tal do Kilber Alves que faz esse papel (papelão para ser mais justo), e que ficou caladinho, até porque era contra o Sport, e se é assim está valendo.

Sou torcedor do Sport,  e como a  chatice é uma qualidade indispensável. Fui pesquisar sobre o mais tendencioso comentarista de arbitragem que já vi em Pernambuco, achei na Internet uma nota de um jogo  que saiu no Dpnet. Na época a coluna era chamada Diário Esportivo e escrita por Claudemir Gomes, na qual transcrevo abaixo na íntegra:

Dpnet – Diário Esportivo

Punição – Recife, Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 1998

O árbitro Kilber Alves foi suspenso por um período de vinte dias. O motivo da punição foi sua desastrosa atuação no jogo Náutico 3×0 Vitória, na rodada de abertura do Campeonato Pernambucano. Confuso, Kilber marcou um pênalti que não existiu e deixou de marcar os que realmente aconteceram.

Pois é…

Como já dá para perceber pra quem ele marcou o penalti e pra quem ele não marcou, eu fico absolutamente a vontade para tomar minha conclusões e confirmar as minhas suspeitas. O incrível e que o mesmo agora pousa como dono da verdade da arbitragem na toda poderosa Plim Plim. Então amigos se possível apertem o mute, ligue o rádio em sua emissora predileta e evite que sua audição seja inundada de comentários incompetentes, burros, tendenciosos e sem nenhuma credibilidade e deixem o nervosismo e a TPM ficar lá para o lado dos Aflitos. E como Rembrant Júnior é tricolor, isso por si só já é castigo demais. Sofre baixinho, sofre…

Persona non grata!

Se já não nos bastasse o choro dos times adversários pra cima do Sport, agora também temos um pseudo-jornalista que, descaradamente, não consegue esconder sua paixão por um clube adversário e vem questionar publicamente à lisura do Campeonato Pernambucano de Futebol.

O ‘comentarista’, se é que podemos chamá-lo assim, atua em uma rádio onde existem profissionais que admiro muito e que cresci acompanhando alguns dos seus integrantes tendo-os, inclusive, como referência radialista.

Mas hoje tem a sua imagem maculada tendo em sua equipe uma pessoa que não consegue, e nem tenta, ser imparcial. Não é reclamação de torcedor, escrevo apenas a realidade.

Vários jornalistas expressam as suas opiniões de uma maneira contundente, mas de uma maneira totalmente profissional. Devemos lembrar a esse cidadão que os erros que ele colocou em xeque nos seus fracos comentários, não acontecem apenas pra favorecer o Sport.

Ou será que ele esqueceu que o campeonato do ano passado foi feito exclusivamente para tentar ajudar o Santa Cruz? Que em um único jogo o Náutico teve que bater o pênalti três vezes para poder marcar o gol?

Isso ninguém nunca questionou, mas basta um árbitro errar que logo vem á tona a informação que todos querem ajudar o Sport.

Caso ele duvide disso, basta verificar tudo o que foi dito por Guilherme Beltrão e se achar que existe algum erro, o espaço aqui estará disponível para mostrá-los.

O que acho pouco provável…

Leão doze sim, treze jamais!

Segue um maravilhoso texto enviado pelo jornalista e amigo Gilvan Noblat:

Era o ano de 1975. Depois de uma acirrada eleição interna, nosso querido e inesquecível Jarbas Pires Guimarães foi eleito presidente do Sport Club do Recife no biênio 75/76. Com o slogan “Sport 75 vinte vezes campeão”, Jarbas parte com ousadia e arrojo para formar um dos maiores times que o Sport conheceu.

Trouxemos para técnico Duque, profundo conhecedor e vitorioso do futebol pernambucano e conhecido também pelas suas artimanhas e superstições. Vieram vários jogadores do Norte/Nordeste, alguns outros do nosso próprio Estado e apenas um ídolo nacional vindo do sul do país, que pensaram na época já superado da prática do futebol que se chamava simplesmente Dadá Maravilha.

Nós Começamos fazendo uma série de amistosos com times da região, fracos tecnicamente. Tão verdade, que tomavam goleadas desmoralizantes. Isto tudo visava somente o entrosamento do time antes de iniciar o campeonato pernambucano. Importante lembrar também que depois vieram jogar o Sport Clube Bahia que perdeu de 4×0 e o Internacional de Porto Alegre (campeão brasileiro neste mesmo ano), em uma partida sensacional que terminaria empatada em 3×3.

O campeonato pernambucano era composto em três turnos sempre visando um supercampeonato com os grandes clubes da capital disputando as finais. O Náutico venceu o primeiro o turno e o Sport segundo e terceiro turnos. Jogávamos, portanto por um simples empate para sermos campeões. Se o Náutico obtivesse uma vitória, ainda assim haveria uma melhor de três.

Naquele domingo chegamos aos Aflitos, eu, meu pai e um irmão às 10h, sendo que às 11h abriram-se os portões no máximo em duas horas foram fechados porque a lotação se esgotara rapidamente.Tinha 17 anos, 9 deles com dedicação total em todos os jogos e decisões que o Sport perdia inevitavelmente. M as este domingo seria diferente. Dizia-se (porque não ganhávamos o campeonato por doze anos), que seríamos o Leão XIII em referência ao Papa.

Mas aquele time que foi denominado “A Seleção do Nordeste”, me daria a primeira alegria e orgulho de gritar “É Campeão”. Antes de acabar o jogo cantávamos euforicamente: “Está chegando a hora, o dia já vem raiando meu bem, eu tenho que ir embora”. Em profusão, lágrimas jorravam dos meus olhos. Sport 1 x 0 Náutico. Gol de Assis Paraíba. Sport Campeão Pernambucano de 1975. Vinte vezes campeão. Como dizia nosso slogan.

Obrigado a Tobias, Marcos, Pedro Basílio, Alberto e Cláudio Mineiro; Luciano; Assis Paraíba, Garcia e Perez; Dario e Miltão. Obrigado a todos os outros jogadores que participaram daquela conquista. Ao nosso presidente Jarbas Guimarães e nosso técnico Duque e a todos que de uma forma ou de outra deram sua parcela de contribuição nessa memorável conquista, e pensar hoje que depois desta final, nosso maior rival perdeu todas as decisões jogadas contra o glorioso Sport Club do Recife.

Pelo Sport Tudo!

VIDEO: Gols de Petrolina 0×2 Sport

Futebol fraco mais uma vez, porém, valeu pelos três pontos!

VÍDEO: Gols de Sport 1×1 Ypiranga

Desta vez o Leão decepcionou feio…

Sport 1×1 Ypiranga – O retorno do Gedai

Foi uma noite em que quase tudo deu errado. Uma noite atípica para o futebol que o Sport vem apresentando no decorrer da temporada principalmente jogando dentro dos seus domínios.

O futebol apresentado não foi um dos melhores, quando perceberam que estavam perdendo o jogo, os jogadores rubro negros começaram, literalmente, a correr atrás do resultado. Mas aquela velha máxima que no futebol tudo acontece apareceu ontem na Ilha do Retiro.

A começar pela falha de Magrão – pra mim ele pode falhar dez vezes que ainda tem crédito de sobra – numa bola que dificilmente ele deixaria passar. Em seguida os inúmeros gols perdidos, destaco um com Wilson e um outro com Fumagalli que, sinceramente, não sabemos como conseguiram perdê-los. Nada estava dando certo naquela noite.

Um chute de Paulo Bayer que acertou a trave por dentro e saiu quando a tendência natural era que entrasse. As bolas teimavam em não entrar e o tempo passava numa velocidade incrível. Veio o pênalti e – como tudo estava dando errado – temi que fosse perdido. Ainda bem que a noite não foi tão ingrata, apesar de ser uma quarta-feira.

O Sport que esteve sempre bem no certame, decidiu atuar ontem no ‘lado negro da força’ e encontrou pela frente um Gedai que estava disposto a impedir, a todo custo, um sucesso dos donos da casa.

Os nossos principais guerreiros foram sobrepujados. O poderio de ataque rubro negro não funcionou.

Decididamente ‘a força’ não estava no nosso lado.

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