VÍDEO: Moacir é a solução para a lateral-direita?
E aí pessoal, o que acham? Moacir deve ser efetivado ou esta solução não está agradando vocês?
E aí pessoal, o que acham? Moacir deve ser efetivado ou esta solução não está agradando vocês?
Simplesmente emocionante! E se depender da nossa torcida, isto é apenas o começo de mais uma hitória vitoriosa do nosso Leão da Ilha.
Com o fim do carnaval as atenções agora se voltam para o returno do campeonato pernambucano. O vassourinhas ficará na memória de todos e a música de sucesso passa a ser novamente o cazá-cazá entoado na Ilha do Retiro. O leão pede licença a um galo e assume o seu lugar de direito.
Após a ressaca e do reinado de Momo, a ansiedade da disputa final do restante do bolo vai começar para o Sport, e a conquista do tetra pernambucano é primordial para as nossas pretensões futuras de sermos o maior colecionador de títulos seguidos na história do campeonato local.
Na quarta-feira teremos o primeiro jogo do Sport pela Libertadores dentro de casa contra a LDU. Espera-se que na quarta o gosto de cinzas não fique na boca dos torcedores rubro negros, principalmente pelo fato da quarta-feira de cinzas já ter passado.
A folia passa a ser da imensa nação do Sport, os foliões voltam para o ‘salão de festas’ da Ilha do Retiro, e as máscaras foram guardadas dentro do baú. Quem brincou, brincou. Quem não brincou, espere até o final para brincar ainda mais.
Show na despedida, espetáculo na recepção. Com a torcida do Sport é assim, celebrar o amor pelo clube está em nosso sangue!

Começamos muito bem, com uma vitória de time macho! E vou logo avisando, não somos um cavalo paraguaio, somos o Leão do Norte! A América será nossa e isto é só o começo.
Por Juliana Dutra*
Recife acordou de ressaca. E “das boas”… rubro-negra, ou melhor, dourada. Foi a estreia do Leão da Praça da Bandeira, do representante pernambucano na Libertadores da América. Depois de 21 anos, o Sport Club do Recife voltava a disputar um torneio internacional. E o retorno não poderia ter sido melhor: vitória no exterior contra um ex-campeão da Libertadores; primeira vez que um time brasileiro vencia o Colo Colo no Chile.
A manhã do dia 18 de fevereiro de 2008 começou rubro-negra e dourada. Por todos os cantos, ouvia-se o “Cazá” como hino tocado pelas buzinas dos carros, torcedores vestindo a camisa do Leão da Ilha como se estivessem usando um manto sagrado, o orgulho batendo no peito e um sorriso estampado como alguém que diz: “Ei, já me viu hoje? Sabe que dia é? Sou rubro-negro, sou Pernambuco na Libertadores!”.
O momento ia se aproximando e a ansiedade era inversamente proporcional ao tempo que faltava para começar o jogo contra o Colo Colo. O que estaria passando na cabeça de Nelsinho e dos 22 jogadores do Sport? Talvez nunca saberemos de fato, porém uma coisa que se pode ter certeza é de que, em algum momento, eles lembraram que carregavam com ele a esperança, o sonho de milhões de rubro-negros. Acima de tudo, estavam impregnados com a energia positiva dos torcedores do Sport, afinal, “torcida mais fiel não pode haver”.
Ah… o Chile! Mais de mil ingressos vendidos para os visitantes… mais de mil rubro-negros voaram até Santiago para serem testemunhas oculares daquela data histórica. E que história terão para contar aos filhos e aos netos!
O Sport não se deixou intimidar por estar em outro país, numa estreia de Libertadores. Como um verdadeiro rei, o Leão mostrou as garras e partiu para o ataque. Ciro – jogador com nome de imperador persa – foi quem começou a coroar a noite. A alegria era imensa; nunca houve um grito de gol tão vibrante, tão intenso!
O segundo tempo foi marcado pela tensão, pois era preciso fazer outro gol para não dar chance ao adversário empatar. Wilson ouviu os pedidos rubro-negros e marcou: Sport 2 x 0 Colo Colo. Os chilenos resistiram, a torcida deles também empurravam o time e terminaram por marcar. Todavia, quanto mais minutos se passavam, mais era forte a convicção rubro-negra de que seria o vencedor do certame.
Antes dos três minutos de desconto (que pareceram uma eternidade), o árbitro apontou o meio do campo: Sport 2 x 1 Colo Colo. Vitória rubro-negra! Festa dourada em Santiago.
Recife dormiu (será?) coberta com o manto sagrado e embalada pela alegria leonina. E pensar que esse é apenas o início da jornada… E já que vamos ter que hablar mucho español nesses próximos meses, aí vai um recadinho para o Colo Colo: “¡Hasta luego! Nos vemos en un rato.” ¿Y por el Sport? ¡Todo!
* Juliana Dutra é jornalista, estudante de direito e futura estudante de Letras, que ama escrever (viciada em livros e em música) e que tenta filosofar sobre os acontecimentos mundiais.
Há alguns meses os países sul americanos envolvidos na Libertadores perguntavam quem era o Sport. Que time era esse que tinha conquistado uma Copa do Brasil desbancando grandes times do cenário brasileiro como Palmeiras-SP, Vasco-RJ e Corinthians-SP?
Que time era aquele que levou uma verdadeira multidão pro Chile e possui uma das maiores torcidas apaixonadas do Brasil? Que time é esse que mostra que união e garra são as principais características de uma equipe humilde e competitiva?
Que time é esse onde os jogadores quase urram como verdadeiros leões ao marcarem gols? Que time é esse que une pessoas para acompanhar uma partida de tão longe? Que time é esse que mobiliza toda uma cidade e mexe com os brios de todos os pernambucanos?
o cartão de visitas foi dado. O cacique chileno dançou, e não foi à dança da chuva. De dança entendemos bem melhor, afinal de contas, somos os mestres do frevo e frevar não é pra qualquer um. Aliás, torcer pro Sport não é pra qualquer um.
Índio quer apito se não der pau vai comer? Bem, eu acho então que o pau realmente comeu…
Êxtase. Essa é a única palavra que se encaixa em relação a torcida depois da vitória maiúscula do Leão, diante do Colo Colo em Santigo no Chile. Uma apresentação digna de registro na gloriosa galeria de vitórias do rubro-negro pernambucano.
O Sport Club do Recife quebrou ainda de sobra um tabu de jamais uma equipe brasileira ter vencido o time chileno em seus domínios. O destaque vai obviamente para Ciro que está sendo observado com cada vez mais espanto pela crônica nacional e agora internacional, com aquela raça nosso jovem talento de sangue no olho e que honra nossas mais antigas tradições.
Em Pernambuco que já respirava carnaval, após o apito final, à noite e a madrugada tiveram contornos épicos da folia de momo para a torcida.
“Acorda Recife, acorda…” gritavam da janela de um prédio. Eu estava com saudade desse time macho e guerreiro, pois ali reencontrei o meu Sport da Copa do Brasil que agora quer encarar a América. Pernambuco foi gritado e o Brasil honrado nas cores douradas de um Leão da Ilha.
Dava gosto de ver nossa bem postada defesa com Igor e Cesar comandados pelo capitão Durval, jogar com uma cumplicidade ímpar. E o vôo de Magrão? Parecia um condor andino da cordilheira do Andes, surfando no ar sul americano.
Hamilton e Andrade marcaram como nunca, brigaram como sempre. E o jovem Moacir, franzino encarou a forte marcação chilena e não se intimidou. Do outro lado o “velhinho” Dutra com sua experiência e seus piques.
Enfim eu vi “Fuma” entrar como aquele ídolo que estava apagado e novamente organizar o meio e equilibrar as ações, quando o Cacique chileno tentava reagir.
Ontem foi o dia de o Brasil dançar frevo ao som do “cazá, cazá” de Nelson Ferreira e levar ritmo a atravessar fronteiras.
O Leão novamente é imortal, imortal.