Charge: Explicando o inexplicável!

Nem ‘tira-teima’, nem departamento de artes, nem câmera lenta… Quem melhor explica a anulação do gol legítimo feito ontem por Romerito somos nós!

Nem ‘tira-teima’, nem departamento de artes, nem câmera lenta… Quem melhor explica a anulação do gol legítimo feito ontem por Romerito somos nós!
Outra apresentação pífia do Sport. Por pouco não amargamos a segunda derrota seguida no Pernambucano e aí fica uma pergunta: o que está acontecendo na Ilha do Retiro? O bom futebol apresentado pela equipe em alguns jogos passados desapareceu.
Dessa vez não teve chuva pra usarmos como desculpa. Um time nervoso, só conseguia chegar à área do Ypiranga através de chutões ou de faltas. Taticamente fraco, o meio de campo sendo dominado pela equipe adversária, e o Sport jogando com mais volantes do que gente. Admito que defendi o técnico Nelsinho Batista em outros jogos com esse esquema, mas o jogo contra a ‘máquina de costura’ não havia necessidade de tanta precaução. Acho que respeitou demais o time do agreste pernambucano.
Quem quase foi ‘costurado’ foi o Sport. O ataque não funcionou, o meio de campo perdeu o duelo pra o adversário e a zaga bobeou ao deixar o atacante do time da terra da sulanca em condição de fazer o gol. A famosa ‘linha burra’. E essa foi burra mesmo.
Tudo bem que o auxiliar anulou um gol legítimo do Leão, mas mesmo assim ainda não é desculpa. A nossa ‘gordura’, que acumulamos em alguns jogos, começa a ser queimada. Não é motivo pra desespero. Ao menos por enquanto. Mas é hora de abrirmos os olhos.
Seria pior se tivéssemos perdido isso não resta dúvida. Dos males o menor. Mas é preciso um puxão de orelhas no elenco que começa a amolecer. Termino comemorando e muito o gol de Luisinho Netto. Água mole pedra dura, tanto bate até que fura. Bendito seja esse ditado. Bendito seja Luisinho Netto.
Uma verdadeira partida de pólo-aquático foi o que os torcedores viram no jogo entre Sport e Serrano pelo Campeonato Pernambucano 2008. Máscaras de mergulho, tubos de oxigênio e pés de pato, seriam alguns acessórios básicos que deveriam constar no banco de reservas das duas equipes.
O resultado final de 1 x 0, mostrou que o Serrano ainda é a pedra no sapato do Sport. O time de Serra Talhada foi o único que conseguiu vencer o leão no atual certame e isso incomoda muita gente. O futebol, quase impraticável no campo de jogo, foi totalmente prejudicial à equipe rubro-negra. Técnica e esquema tático foram descartados assim que a bola rolou, ou melhor, assim que a bola boiou.
O interessante é que começamos a ver torcedores criticando Nelsinho Batista por ter entrado com quatro volantes. Devemos lembrar que contra o Náutico, o Sport também foi escalado, aparentemente com um esquema defensivo. Como ganhamos ninguém criticou o treinador rubro-negro, muito pelo contrário, foi muito elogiado. Agora ele já começa a aparecer como vilão. Vai entender.
Como perguntar não ofende, por que somente o jogo do Náutico foi interrompido e permitiram que o do Sport continuasse? Sei não… Mas vai um recado pra quem está torcendo contra: tirem o cavalinho da chuva porque mesmo assim não vão conseguir tirar o nosso título. Quem está na chuva – de novo – é pra se molhar!

Não jogaram conosco. Então falaram e choraram.
Jogaram conosco e perderam. Então reclamaram e choraram.
Agora apenas choram, pois nos alcançar é quase impossível!
O domingo foi de Páscoa e o chocolate que o Ypiranga trouxe pra Ilha do Retiro era bem amargo. A boa equipe de Santa Cruz do Capibaribe veio pra Recife e mostrou que, se não tivéssemos jogadores diferenciáveis, teríamos ‘amargado’ um resultado bem diferente do que foi ao final do jogo.
No primeiro tempo um Sport sonolento e displicente. Típico do jogo onde os jogadores pensavam: “no momento que quisermos, faremos o gol.”. Só que não foi bem assim. Por pouco não fomos surpreendidos em nossa própria casa mostrando que a concentração tanto exaltada por todos na Praça da Bandeira, por um momento pareceu ter sido esquecida. Atitude que irritou e muito o técnico Nelsinho Batista.
Fomos presenteados com um belo gol de Romerito que passou por cinco adversários até balançar as redes. Carlinhos Bala também deixou o dele. E Enílton? Bem… Novamente perdeu um gol feito. Por que será que isso não surpreende mais ninguém?
Confesso que sou amante do frevo pernambucano e achava que conhecia todas as modalidades do frevo: frevo-canção, frevo de rua, frevo de bloco… Mas frevo chororô? Essa é nova pra mim! Já que somos a capital do frevo, não custa nada inventar um novo estilo. Quem disse que futebol também não é cultura?
Transcrevemos aqui a postagem do usuário Jorge Pedroso, que com muita propriedade e sensatez registrou em nosso Fórum o desagradável (para dizer o mínimo) fato ocorrido ontem num programa esportivo local, transmitido pela TV ao vivo para todo o estado:
Campanha pela Paz gera Guerra!
Tendo com seu principal interlocutor o Cantor Iniciante Nonô Germano.
Quem desejar contratar um âncora para uma campanha com o objetivo de ter revertido o resultado final, chame a vergonha cultural de Pernambuco, conhecido mais pelo pai do que pela obra que não consegue copiar de ninguém. Deixa pra lá, não sou bom neste caminho cultural.
Na verdade, o que está ressonando nos ares de Pernambuco, quando do amanhecer pós-Clássico, é a atitude violenta, despreparada, arrogante, petulante e desrespeitosa do Iniciante Cantor de bar Nonô Germano.
Não reconhecer a vitória do seu maior rival, muito menos admitir a superioridade do óbvio lulante era, de certa forma, previsível, pois a semente do ódio há anos foi plantada no time dos aflitos. Hoje, seja através dos torcedores do Náutico, seja do treinador iniciante Roberto Arrogante Fernandes, é fácil perceber o cultivo dos frutos de rancor profundo para com o SPORT CLUB DO RECIFE. (e a Imprensa levou o pato!!!)
Ontem (16/03/2008), o iniciante cantor protagonizou uma cena revoltante, do ponto de vista pacificador, para não dizer irresponsável, vez que fez nascer um sentimento de repúdio e desprezo na torcida do SPORT, quando não posso garantir o brotar de coisa pior.
Olhem, senhores e senhoras, não é fácil dominar uma torcida. Mesmo que nós nos debrucemos em escrivaninhas para pedir paz, mesmo que a turma do deixa disso vá às rádios pedir respeito, mesmo que aqueles imbuídos do espírito de desporto encontre no Futebol um momento de entretenimento, tudo isso vai por águas abaixo quando assistimos a uma covardia moral, ignóbil e picardia atuação de um hipócrita estudante de canto.
Foi hipócrita e irresponsável o Nonô Germano. Além de provocar a torcida dele, criou um clima de guerra com a do SPORT. Logo ele que se diz imbuído do espírito da paz, envolvido por uma campanha que prega isso, deixou se envolver pelo objetivo vingativo.
Trouxe a tona fatos passados para jogar Carlinhos Bala contra a torcida do SPORT. Provocou o jogador e ameaçou-lhe, ao vivo e a cores. Instigou a violência e tentou incutir na mete dos telespectadores que a comemoração de Bala fora obscena. Quer dizer: Esconde-te, Bala, a fanautico vai te pegar!
O iniciante cantor utilizou-se de uma emissora de televisão, a mesma que o ajudou (e até patrocinou) na dita campanha pela paz. Campanha que, com certa razoabilidade, foi jogada ao lixo. Aliás, os diretores da emissora deveriam tomar cuidado com estas situações. Deveriam instruir os estudantes de jornalismos que apresentam o programa a uma moderação com “equilíbrio”.
Para além disso, não vou ser hipócrita! A Campanha está nas ruas, assim como a guerra também. Se a torcida do Náutico já cultivava ódio “mortal” contra a grandiosa torcida do SPORT, agora é mais que provável que o clima esquentou de vez. Tudo capitaneado por um irresponsável. Ora, será que não passa pela cabeça dele ser uma pessoa pública e, eminentemente por isso, tem o dever de dá o melhor exemplo?
Pra terminar, não será fácil acalmar a torcida do SPORT, a qual por ser grande tem no seu tamanho um obstáculo a mais. Tudo isso deveria ser evitado, caso o cantor tivesse tomado alguns cuidados. O principal: Futebol é entretenimento, sendo certo que só poderíamos ter três resultados, e se o time dele tivesse vencido iria fazer festa, da mesma forma. Até com o creu, digamos. Porque isto faz parte do futebol.
Nono Germano! É este o cantor que canta a Paz? Estamos perdidos!
Jorge Pedroso
P.S.: Segundo o dicionário Brasileiro Globo, ato obsceno é um ato contrário ao pudor, à decência; desonestidade, torpe; lascivo. Vai estudar, Nono, e pára de chororô!

Escolha sua versão preferida e se divirta!
“E ninguém cala esse chororô, chora o presidente, chora o Geraldo e chora o treinador!”
“E ninguém cala esse chororô, chora o Roberto, chora o Geraldo e chora o Nonô!”.
Ao final do primeiro turno, o técnico e um jogador do Náutico deram declarações que o Sport só conquistou a primeira fatia do Campeonato Pernambucano porque não enfrentaram o time de Rosa e Silva. E agora? Qual vai ser a desculpa dessa vez?
Nos vestiários após a derrota para o Sport, o técnico do Náutico ainda tentou desmerecer a vitória do Rubro-negro da Ilha do Retiro dizendo que o Leão teve sorte. Sorte? Engraçado, acho que ele não viu o jogo, porque se tivesse visto lembraria que a palavra ‘sorte’ esteve mais ao lado deles do que do nosso. Será que ele não viu as chances reais de gols que Leandro Machado e Enilton perderam na partida? O placar foi pouco!
Tiro o meu chapéu para o Sr. Nelsinho Batista. O homem enxergou o jogo como ninguém. Quando tirou Kássio e colocou Sandro Goiano, muitos pensaram (inclusive eu), mais um volante? Só que ele viu mais além. Com a entrada do terceiro volante o Sport garantiu um poder de marcação melhor no meio de campo e criamos várias chances de aumentarmos o placar. Pena que à tarde-noite não estava favorável aos atacantes do Sport. Ainda bem que Durval é zagueiro.
Com exceção de Fábio Gomes – dentro de suas limitações, afinal, não é um lateral esquerdo - todos fizeram uma excelente partida. E Magrão? Com duas defesas fantásticas garantiu a rapadura para o nosso lado.
Achei interessante o comentário de alguns torcedores ao final, falaram que todo grande jogo deveria ter uma trilha sonora. Foram dadas algumas sugestões e a música escolhida foi da dupla sertaneja Bruno e Marrone: choram as rosas… Só não me perguntem o por quê. Mas que o título é sugestivo, isso ele é.