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Arquivo de setembro, 2007

Jogo pra Libertadores!

Sport e Corinthians-SP farão um jogo de libertadores no próximo sábado. Não Libertadores da América e sim libertadores da segunda divisão. Uma partida que pode significar o céu ou o inferno para uma das duas equipes, e tomara que Deus (que defende o céu nessa história), escolha o Sport pra salvação.

Os dois times adotaram o verbo “renunciar” como palavra chave em seus cotidianos. O Corinthians-SP teve a renuncia do seu presidente, renunciou também a vitórias e renunciou principalmente a ética futebolística; basta ver os escândalos que estão envolvendo o time do Parque São Jorge. Já o Sport renunciou ao bom futebol, renunciou aos gols e renunciou também a outro verbo: atacar! Só não renunciou ao 3-5-2…

Sport (Im)previsível

Após a partida entre Sport e Náutico, escutei dois comentários que traduziram perfeitamente o que ocorreu no jogo entre as duas equipes. O primeiro foi do técnico do Náutico, Roberto Fernandes, que disse o seguinte: “Um time que joga no esquema 3-5-2 (nesse caso o Sport), acaba se complicado quando o adversário vai pra cima num 4-3-3. Sempre esperam jogar contra dois atacantes e nunca com um terceiro mais adiantado, e foi justamente isso o que aconteceu com o Sport”. Minutos depois escutei o Carlinhos Bala apenas ratificando o que disse o treinador alvirrubro: “Não esperávamos o Náutico como ele veio, partindo pra cima. Nosso time se perdeu em campo totalmente!”.

Em outras palavras, o Náutico foi ousado e acabou sendo premiado por tal ousadia; ao contrário do Sport que há muito tempo só joga num esquema defensivo e inaceitável. Qualquer time que assista um ou dois jogos do Sport saberá como o leão joga. Geninho é muito previsível e não consegue inovar um único jogo, é sempre a mesma coisa… Jogadores com qualidades limitadas, essa é a nossa realidade. Tenho saudades do Sport aguerrido dos bons e velhos tempos.

Sport Black!

A única coisa boa referente ao jogo de ontem foi a estréia oficial do padrão preto. Denominado por alguns torcedores como Sport black! Muito bonito sem dúvida. Depois do padrão tradicional, vermelho e preto, o “black” deveria ser a segunda opção e não o branco como era usado anteriormente.

Mas lamento que no futebol a superstição tenha a sua vez. Como a estréia com o uniforme preto não foi feliz, já existem aqueles que dizem que ele “não deu sorte” e que não deve ser usado novamente.

Será uma pena se isso realmente vier a acontecer, pois o preto caiu muito bem. Para os supersticiosos tenho um recado: o Sport não perdeu por causa do estilo “black” e sim porque possui alguns jogadores que vivem num eterno “buraco negro”.

O que é um Romerito?

Peço licença aos leitores para bater na mesma tecla. Uma repetição que, temo eu, se prolongará até o final do campeonato.

Desde que Romerito chegou a equipe começou a discussão. Meia ou volante? O jogador sempre disse que se encaixa nas duas opções. Mas quando foi mal como meia disse que preferia jogar de segundo volante. Quando se apagou como segundo volante disse que preferia jogar mais próximo ao ataque.

Até ai tudo bem, o jogador tem o direito de fazer sua defesa, mesmo que essa seja pobre. O problema é quando o treinador entra em contradição.

Me lembro de uma coletivo onde a primeira declaração de Geninho foi: “acabem com essa história de três volantes, isso não existe. Romerito atua como meia”.

O problema é que, segundo o próprio Geninho disse na mesma entrevista, Romerito tem dificuldade no passe, mas é um dos jogadores que mais desarma no Sport. Características de um volante, não?

Na hora de falar sobre a atuação do meio-campo ontem, Geninho confundiu ainda mais minha cabeça. “O Éverton sai bem para o jogo, o Ticão também, os alas se projetam. Quem tem mais dificuldade nessa transição é o Romerito”, declarou Geninho. Mas ele é o nosso meia professor, ele tem a obrigação de fazer essa transição. Ou será Romerito um volante? Um meia recuado? Um volante que gosta de avançar? Por favor, me digam…

Jogador esforçado, mas que não se encontrou no esquema, e mesmo assim tem cadeira cativa. Rosembrik, Anderson e até mesmo Gabiru estão longe de serem os jogadores dos meus sonhos.

Mas Carlinhos Bala e Da Silva devem estar invertendo o ditado. Antes mal acompanhado do que só. Seria isso o que eles estão pensando hoje? Acho que estão evitando dormir, para não ter pesadelos com a aterrorizante “ligação direta” do Sport. E tome chutão pra frente. Sinal amarelo na Ilha do Retiro.

Jogador a mais, futebol a menos

Totalmente irreconhecível o time do Sport nas últimas partidas. O Sport que empolgava fazendo grandes partidas, desapareceu. Dos doze pontos disputados referente aos últimos jogos vivemos num saldo preocupante: duas derrotas, um empate e apenas uma vitória; isso significa que algo está errado na ilha.

Deu pena ver o Sport jogando contra o Náutico, não consigo entender porque utilizar cinco zagueiros. O time totalmente recuado jogando num esquema fracassado, o 3/5/2 não dá certo! Até quando Geninho vai insistir? Gustavo nunca seria titular no meu time. Como é que Igor é banco para ele? Por que Anderson Aquino não está sendo aproveitado como deveria? São perguntas que infelizmente não teremos respostas.

Perder do Náutico não foi grande problema e sim do jeito que perdemos. Estávamos com um homem a mais e não tiramos proveito o juiz mostrou que é fraco tecnicamente, mas não interferiu no resultado. Não adianta só marcar e não termos ninguém para criar. No jogo contra os alvirrubros tivemos duas falhas que resultaram em gols. Não foi uma grande partida, o Sport perdeu para ele mesmo por ter sido covarde dentro de campo. Não está sendo o Sport que conhecemos; está na hora de abrirmos os olhos se não quando menos esperarmos será tarde demais.

Charge: Nem a ‘boa fase’ os encoraja

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O momento do Náutico, sem dúvida, é muito melhor. Mas na hora de encarar o Leão, não tem boa fase que dê a eles coragem e confiança suficientes.

Xeque-mate!

Esquemas traçados, táticas prontas para serem colocadas em prática. Enfim a semana de trabalho que antecedeu o jogo entre Sport e Náutico chegou ao fim. Agora está na hora de verificarmos qual das duas equipes se preparou melhor para o confronto. Ao final dos noventa minutos saberemos então o vencedor. Se analisarmos bem, um empate pode até ser bom para o Sport. Mas se quisermos almejar alguma coisa a mais além de se manter na primeira divisão, temos que partir em busca da vitória.

Os peões, cavalos e bispos já estão posicionados para defenderem o seu Rei. Um verdadeiro jogo de xadrez, é assim que considero a partida de amanhã. Tudo será definido num detalhe, uma única falha poderá ser fatal. Geninho é um dos melhores estrategistas do futebol brasileiro, seu currículo diz tudo. Então espero que seja o primeiro a gritar: xeque-mate! E que faça jus ao seu nome de gênio.

Especial Clássico dos Clássicos

O Sport possui no elenco um jogador que adora marcar gols em duelos contra o Náutico. Carlinhos Bala, artilheiro do Leão no Campeonato Brasileiro com 11 gols, é esse homem.

Bala já disputou 18 partidas contra os alvirrubros. E balançou a rede 13 vezes. No último jogo, inclusive, o atacante marcou dois dos quatro gols do Sport na partida do primeiro turno do Brasileirão.

Esquivando-se da pressão que a fama de carrasco poderia colocar sobre as suas costas, o jogador desconversa. Certo ele, já que a tensão de jogar um clássico dessa importância já é o suficiente para fazer alguns estragos. Com a obrigação de ser o “homem-gol” contra o Náutico, as pernas podem pesar ainda mais.

Mas ter suas preferências não é nada feio, Carlinhos. Todos nós temos, em várias situações da vida. No futebol, veja você, até o Rei Pelé tinha lá a sua “quedinha” por um adversário em especial. E olhe que com ele não havia cerimônias na hora de balançar as redes. Marcou em várias épocas, contra centenas de adversários e em locações ao redor do mundo (locações, pois o que o Rei fazia era coisa de cinema.)

Mas o Corinthians sofreu por demais. Pelé marcou 33 gols em 24 jogos que atuou contra o alvinegro da capital paulista. Durante o período em que o melhor do mundo defendeu o “Peixe”, nunca o Timão saiu vitorioso. Foram 10 longos anos para a massa corintiana.

Os números de Carlinhos Bala são, obviamente, muito mais tímidos do que os do Rei Pelé. A invencibilidade do atacante é de “apenas” oito jogos. Essa referência foi só uma dica para Bala. A torcida rubronegra deve torcer para que domingo ele não se faça de rogado. Se gosta tanto de fazer gols contra o rival, vai lá e faz. Sem acanhamento.

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