A Diretoria leonina ainda não confirmou, mas ao que tudo indica, o torcedor rubro-negro já pode comemorar a contratação do meia-atacante Giovanni, ex-Santos-SP e Barcelona-Espanha. Aquele mesmo que no início da carreira quase aportou aqui na Ilha do Retiro.
Alguns podem até não ver com bons olhos a vinda do craque (não levem em consideração a opinião da imprensinha esportiva pernambucana, pois os ridículos não merecem nossa audiência tampouco nosso crédito!), mas o retorno de Giovanni ao futebol nacional é motivo de festa e entusiasmo pelo Brasil afora. Abaixo segue matéria do site da revista Placar, escrita em 27/03, quando a negociação ainda não era uma certeza, e que mostra o quão é importante esta contratação.
“Vamos festejar: Giovanni voltou
Meia acerta com o Sport para disputar o Brasileirão e aumenta a concorrência à Bola de Prata
Por André Rizek
O jogo da seleção foi modorrento… A grande notícia do dia no futebol brasileiro é a contratação de Giovanni pelo Sport!
Ele foi desprezado pelo Santos no início de 2006. Vanderlei Luxemburgo queria um time veloz e entendeu que Giovanni não se encaixava em seu padrão de jogo. Direito dele. Mas sempre achei que Giovanni ainda tinha bola para gastar. Ainda bem que o Sport também pensa assim.
Giovanni fez ótimas partidas no Brasileiro de 2005 pelo Santos, ao lado de Robinho. Estava até disputando a Bola de Ouro de Placar como melhor jogador da competição (acabou nas mãos de Tevez, evidentemente). Aos 35 anos, chega para trabalhar com o amigo e ex-colega Gallo, companheiro dos tempos áureos de Santos, depois seu técnico na Vila Belmiro.
Se jogar o que jogou em 2005, arrisco dizer que Giovanni vai disputar a Bola de Prata deste ano. Pensem rápido: que meia joga mais do que ele no futebol brasileiro, levando em consideração o seu futebol de dois anos atrás? Eu penso em poucos nomes. Morais, Valdívia, Zé Roberto (os dois, do Santos e Botafogo) e… quem mais? Me perdoem os flamenguistas, mas acho que Giovanni ainda joga mais do que Juninho Paulista.
Se estiver razoavelmente bem condicionado, também é mais jogador do que Hugo e Lenílson (poderia brigar por posição no São Paulo), mais jogador do que Tcheco (só não jogaria no Grêmio por causa do esquema tático) e, na falta de um bom armador no Inter, poderia até brilhar no campeão do mundo. Talvez ainda seja mais jogador do que o velocista Marcinho, do Cruzeiro. Vai depender do estado físico em que se encontra, o qual desconheço.
Somente o Sport e o Gallo tiveram a ousadia de apostar num jogador de 35 anos, que chega do mundo árabe, onde estava escondido. É uma aposta que eu pago para ver. Se Giovanni voltou é porque gosta de futebol. Se voltou é para mostrar que ainda pode jogar em alto nível. De dinheiro ele não precisa mais. E nem o Sport tem condição de aumentar a sua conta bancária tanto assim.
Já faz 12 anos, mas Giovanni foi responsável pela mais espetacular atuação de um jogador que eu já vi ao vivo. Foi em 1995, Santos 5 x 2 Fluminense, Pacaembu, tarde histórica. É um dos grandes que eu vi em sua posição. Craque.
A Bola de Prata para melhor meia do Brasileiro deste ano será mais divertida…”