A paciência como receita.
Venho acompanhando diversas discussões entre rubro-negros durante as duas últimas semanas. Como centro desses debates, figuram o treinador Dorival Jr, o novo esquema tático do Leão, a saída de Heider e Rodriguinho e a partida contra o Ceará.
Atrás de todos os argumentos postos à mesa, está uma virtude indispensável num momento como este. A paciência. E parece que esta ainda não teve seu espaço consolidado na Ilha do Retiro. Falta paciência para que o Leão se acerte em campo, falta paciência na cabeça de Heider e Rodriguinho (que deveriam escutar palavras como as de Éverton quando este perdeu a vaga no time, e trabalhou para recuperá-la) e falta paciência àqueles que vaiam do primeiro ao último minuto de jogo, pedindo a cabeça de Dorival.
Do outro lado, vemos aqueles que estão lutando por um ambiente tranquilo para os lados da Ilha do Retiro. É só lembrar daqueles que aplaudiram e incentivaram como reação às vaias de alguns que ainda não entenderam que sob uma pressão agressiva, nenhum ser humano consegue render.
Entretando, tenho fé que o Leão vencerá o Ceará hoje, pois para colhermos frutos a longo prazo, é necessário que a paciência e a confiança estejam consolidados na Ilha do Retiro. Mas para que isto se faça de forma plena, é necessário que a equipe vença, e até mesmo convença, seja com técnica ou seja com garra. Pois numa competição nivelada com a Série B, pecar pelo erro é perdoável, mas pecar por omissão não.
Força Leão! Grande abraço, e pelo Sport tudo!


