A imagem que tenho do Sport Recife nos últimos 15 meses é de congelamento. Como se o clube (ou time, como queiram) tenha entrado num freezer. Talvez o mesmo onde o personagem de Mel Gibson permaneceu confinado em ”Eternamente Jovem” durante 40 anos. Cinco décadas depois, Capitão Daniel McCormick (Mel Gibson) voltou “à vida” e conheceu mundo e realidade totalmente diferentes. Com o Leão da Ilha, a mesma coisa. Eliminado dentro da Ilha do Retiro num duelo épico contra o Palmeiras, na Libertadores-2009, o Sport jamais se recuperou. Foi rebaixado no Brasileirão, teve um momento de breve melhora no primeiro semestre, suficiente para ganhar o Estadual, mas largou de forma horrorosa na Série B. Problemas técnicos em campo e, mais graves, políticos, atrapalharam e não permitiram a paz para a recuperação plena. Ontem, na noite chuvosa do Recife, veio o despertar. Jogo de gala contra o São Caetano, que terminou com goleada de 4 a 1, com mais dois gols de Ciro, artilheiro da segundona, com 11, e uma atuação exuberante de Marcelinho Paraíba, protagonista em todos os lances decisivos e já guindado ao posto de ídolo rubro-negro.
É a chance que o Sport tanto precisava para nunca mais voltar ao congelamento. Lacuna que fez um buraco na vida do Capitão Daniel McCormick e criou um abismo entre o clube, as vitórias e a paz. Nesse momento, o Sport está em 12º lugar, com 5 vitórias, 4 empates e inexplicáveis seis derrotas. Mas a luz já é notada. O jogo de ontem foi épico. Já são quatro jogos de invencibilidade. Geninho conhece o clube e seus problemas. Ciro está na melhor fase da sua carreira. Marcelinho Paraíba parece remotivado e disposto a assumir a missão que lhe foi entregue. Reforços experientes, como Elton e Germano, dão base em campo. E a massa rubro-negra teve o incentivo que tanto esperava para apoiar o time mais uma vez.
A terça-feira na Ilha do Retiro pode ter sido indiferente para muita gente, mas parece ter mudado a vida do Sport. Numa tarde da Califórnia, Capitão Daniel McCormick saiu do seu congelamento para recomeçar a vida. E numa noite do Recife, um Leão livrou-se da hibernação que lhe custou 15 meses de sofrimento. Chance melhor do que essa para a retomada não haverá.
Por Roberto Neto ·
12 de agosto de 2010 às 12:30 ·
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Além de sermos os maiores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, os números passam a mostrar que nacionalmente somos tão ou mais significativos que alguns ‘medalhões do sul-maravilha’.
Por exemplo, o time do povo, o clube da massa, na verdade, é o Sport, afinal, entre a população mais pobre, com renda de até um salário mínimo por mês, somos simplesmente a 6ª maior torcida do país!
Além disso, outro número importantíssimo a ser destacado, é a nossa posição entre os mais jovens. Temos a 8ª maior torcida brasileira entre a garotada até os 16 anos.
Por Roberto Neto ·
11 de agosto de 2010 às 14:38 ·
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O golaço de Dairo, que deu ao Sport a vitória sobre o Figueirense/SC, levou à loucura os torcedores leoninos. Atletas e membros da comissão técnica vibravam de maneira contagiante. mas nada foi tão lindo e emocionante quanto a comemoração de Germano, Dutra e um terceiro jogador que não consegui ver quem é.
Nosso muito obrigado ao amigo André Nery, que registrou este belo momento e nos enviou a foto!
De técnico novo, ânimo renovado e torcida entusiasmada pelas mudanças e as últimas contratações, o Sport derruba o líder e renasce na disputa da Série B 2010.
Diz o ditado que o bom filho a casa torna, e pelo visto nunca caiu tão bem para a atual situação do Sport. Nesse caso foram os bons filhos a casa tornam! Com a devida concordância verbal e tudo.
A situação estava ficando complicada e Silvio Guimarães, com o início do seu mandato sob a frase ‘Tudo posso naquele que me fortalece’, sentiu que os alicerces estremeceram demais e antes que as coisas piorassem mudou para a ‘união faz a força’. Engoliu o orgulho e aceitou a ajuda de rubro negros macacos, macacos não, leões velhos, no quesito futebol.
Se tudo estava ficando preto, então um branquinho não seria má ideia. E por que não um Lacerda? Já que não poderia ser o Homero, o Wanderson viria – e veio – bem a calhar na Praça da Bandeira. Sem falar que o Gustavo Dubeaux, o verdadeiro salvador da pátria, ou da Ilha, como queiram, também estará presente nas decisões.
Agora aqueles jogadores que não querem nada com nada ou abrem os olhos ou olho que conhecerão será o olho da rua. Jogador barqueiro? Esses têm os dias contados, com o novo colegiado será diferente. Vacilou o bicho – ou o colegiado rubro negro – pega! A única bebida que vão conhecer é a famosa água mineral.