Recém-contratado do Sport, Michel Bastos chega com carreira consolidada e para ser uma das referências

por em 12/07/18 às 10:28




Titular do Brasil na Copa do Mundo de 2010, quase uma década no futebol francês, mais de 10 passagens em equipes profissionais e muitos outros feitos. O currículo de Michel Bastos, 34, é impressionante e o meia, que chegou no Sport para ser uma das referências no elenco, tem muita história no futebol.

Com tamanha trajetória, Bastos tem aproximadamente cinco meses restantes de vínculo garantido com o clube para mostrar que ainda é um jogador de muita qualidade no futebol brasileiro e que deve permanecer com o Leão da Ilha no futuro.


Trajetória vitoriosa

Foto: Ronnie Macdonald

O sucesso de Bastos no futebol vem de longa data. Revelado pelo Pelotas (RS) em 2002, ele logo se destacou e foi transferido para o Feynoord (Holanda). Três anos mais tarde o craque, conhecido por ser canhoto, retornou ao futebol brasileiro e teve sua primeira temporada de grande destaque. Jogando pelo Figueirense, ele conseguiu se sobressair como um dos melhores laterais do Brasileirão de 2005.

O destaque de Bastos no futebol nacional lhe rendeu uma transferência em definitivo para o Lille (França). Na qual ficou durante três anos e conseguiu alcançar grandes resultados.

Como um dos líderes do Lille, Bastos teve uma de suas melhores temporadas da carreira em 2008/09, quando foi líder de assistências e acabou sendo eleito o melhor volante da liga e um dos 11 melhores do ano.

O excelente momento de Bastos coincidiu com uma transferência para o Lyon (França) em 2009, o maior vencedor do futebol francês nas últimas décadas. O canhoto ficou por lá durante quatro anos, período no qual teve uma presença constante e marcante em grandes competições europeias.

Durante o tempo no Lyon, Bastos disputou mais de 140 partidas e consequentemente ganhou a cidadania francesa. Após a passagem pelo futebol francês, ele ainda se aventurou por Schalke 04 (Alemanha), Al Ain (Emirados Árabes) e Roma (Itália) antes de voltar ao Brasil.

O período entre 2013 a 2014 foi o mais agitado em toda a sua carreira, já que neste período relativamente curto o atleta passou por três clubes diferentes (Schalke 04, Al Ain e Roma) e não conseguiu se firmar em nenhum deles.

O retorno ao Brasil foi repleto de expectativas em relação a uma possível nova fase. Em 2014, Bastos veio para o São Paulo com grande status para tentar ser o destaque no meio-campo. A passagem pelo clube foi marcada por altos e baixos e o esportista acabou disputando mais de 100 partidas pelo tricolor paulista.

Uma curiosidade interessante é que no São Paulo ficou evidente a paixão do craque pelo poker. Bastos era um competidor assíduo quando jogava no tricolor e posteriormente no Palmeiras. Existem vários tipos de jogos de poker, mas o canhoto geralmente pratica as modalidades mais tradicionais.

O gosto de Bastos pelo esporte das cartas é tão grande que em 2016 ele participou de um importante evento da modalidade. Na ocasião também estavam presentes outras celebridades do futebol nacional, como o futebolista Denílson e o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Durante o período no Palmeiras o atleta batalhou com algumas lesões e não conseguiu ter muito ritmo em campo. A pressão da torcida alviverde também não ajudou na evolução do jogo do canhoto e ele acabou sendo colocado na lista de dispensa.

Veio para fazer a diferença no Sport

Bastos começou bem sua trajetória no Sport. No Brasileirão, o meia já anotou dois gols, sendo um de bicicleta contra o Vasco que deixou a torcida encantada.

 

A escolha da camisa 9 de Bastos foi um indicativo claro de que ele quer realmente atuar na parte da frente do campo. “Onde fui referência me sai muito bem. Eu precisava disso na minha carreira. Agradeço ao Palmeiras pela oportunidade, mas não era referência lá como posso ser aqui. Fico feliz por essa confiança”, disse o canhoto em entrevista coletiva.

A versatilidade de Bastos é algo impressionante. Mesmo que ele ainda não atue mais como lateral esquerdo, ele pode cobrar o espaço nessa faixa do campo. Fato que não poderia ser diferente, já que durante a Copa de 2010 ele ocupou esta posição como titular na seleção brasileira.

Bastos também já atuou como segundo volante e suas posições mais naturais são no lado direito pelo meio ou mais na frente como ponta. Apesar do craque ser canhoto, o treinador Claudinei Oliveira disse que o veterano gosta de jogar mais pela direita. Muito disso tem a ver com o fato de que atuar nessa faixa do campo dá a possibilidade maior de Bastos cortar para dentro e finalizar com a perna boa.

“No Palmeiras, fiz mais de 40 jogos. No ano passado, 38. E joguei pouco na minha posição. Por isso que as estatísticas não são tão elevadas, mas na minha posição eu tenho números bons. Com a oportunidade de jogar na minha função, vocês vão ver que eu vou fazer bons jogos”, completou Bastos.

Futuro deve ser no Sport

Bastos tem contrato garantido com o Palmeiras até o fim do ano e o meia não está mais nos planos do alviverde paulista. O empréstimo, consequentemente, também tem garantia até o término de 2018.

Uma cláusula interessante no negócio que levou Bastos ao Sport é o fato de que a renovação com o Leão da Ilha está condicionada ao time permanecer na Série A para a próxima temporada.

O mais importante, no momento, é que o canhoto consiga ajudar a equipe a chegar até alguma competição internacional e sonhar até mesmo com uma vaga na Libertadores, fato que resultaria na renovação do seu contrato.

“O Sport é um clube grande, e a gente tenta buscar sempre o melhor para o clube. Hoje a diretoria do Sport busca suprir a ausência de alguns jogadores. Acho que a gente tem qualidade, condições, e a diretoria vai qualificar ainda mais para fazer um bom Brasileirão”, disse o meia.

Qualidade e experiência não faltam para Bastos e parece que o físico é o único empecilho para que ele possa contribuir em ótimo nível até pelo menos o fim do ano.