Com empate sem gols, Sport se despede da Sula com a melhor campanha de um clube do Nordeste na história

por em 02/11/17 às 23:58

Todo mundo sabia que a missão era muito difícil, ao ponto de muitos classificarem a partida de hoje como o #MilagredeBarranquilla. Diante disso, não foi fácil acompanhar a partida entre Junior Barranquilla (COL) e Sport, nesta quinta-feira, no estádio Metropolitano. De fato, a partida era decisiva. Valia a classificação de uma das duas equipes para as semifinais da Copa Sul-Americana. Em desvantagem, pelos 2×0 sofrido no Recife, o Leão poderia ter tido uma atuação mais agressiva no campo ofensivo. Não o fez, e o jogo ficou no 0x0. Assim, o adeus à competição internacional foi dado, com certa sensação de covardia por parte do time rubro-negro.

Em tese, a árdua missão que o Sport teve de encarar em Barranquilla exigia uma postura ofensiva da equipe. Afinal, pelo menos, dois gols seriam necessários para que a vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana fosse decidida nos pênaltis. O Leão, no entanto, preferiu ser defensivo. O foco, evidente, estava depositado em possíveis erros equipe da casa. Seria ela, dona da vantagem, quem teria a bola, por praticamente todo o jogo. Se expor faria o time pernambucano sofrer com o contra-ataque letal dos colombianos, já degustado nos 2×0 sofrido no Recife.

E o primeiro tempo de jogo seguiu este roteiro. O Junior Barranquilla atingiu picos de 64% de posse de bola, porém criou pouco. Magrão só foi testado no começo do jogo, após finalização de Yony González. Já o Sport, pouco criou. Quando chegou, aconteceu justamente nos poucos erros dos colombianos. Passes errados que articulavam contra-ataques pouco produtivos do Leão. A equipe rubro-negra que desceu para os vestiários foi a mesma para o segundo tempo. Já o Junior, resolveu alterar o ataque, com a saída de Mier para a entrada de Ovelar. Seria necessário matar o jogo.

Logo na volta para o segundo tempo, um lance de esperança. No primeiro minuto, Samuel Xavier avançou pelo meio e arriscou de longe. A bola passou muito perto do gol de Viera. Seria, enfim, o presságio de uma postura ofensiva do Leão? Não. Este estilo de jogo não seria acompanhado pelo torcedor rubro-negro. Pelo contrário. O Sport jogou novamente apostando em uma marcação atrás da linha de meio campo. Os adversários, então, passaram a tocar a bola e gastar o relógio. Nos minutos finais, houve até certa pressão do Junior Barranquilla, em busca do gol. Nada, no entanto, que melhorasse o panorama de baixa qualidade do jogo.

LUTO

Os jogadores do Sport atuaram com uma tarja preta nos braços, em sinal de luto pela morte do ex-presidente do clube José Antônio Alves, que faleceu na última quarta-feira.

FICHA DE JOGO

JUNIOR BARRANQUILLA

Sebastian Viera; David Murillo, Rafael Perez, Jonathan Avila e German Gutierrez; Victor Cantillo, Leonardo Pico, Yummi Chará e Yony González (Díaz); Matias Mier (Ovelar) e Teofilo Gutierrez. Técnico: Julio Comesaña

SPORT

Magrão; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Sander; Anselmo (Thallysson), Patrick, Thomás (Rodrigo) e Mena; Rogério (Reinaldo Lenis) e Juninho. Técnico: Daniel Paulista

Local: estádio Metropolitano (em Barranquilla).
Árbitro: Daniel Fedorczuk (URU).
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU).
Cartões amarelos: Mena, Anselmo (Sport); German Gutierrez, David Murillo (Junior Barranquilla)
Público: 31.464
Renda: $372’295.000

  1. Paulo disse:

    Time covarde. Thomás jogando “a la Wesley”, bola p/ os lados e p/ trás. Time com a bunda na parede, quando precisava ir p/ cima. Time é força de expressão, um bando de malas sem alça, “jogadores” sem alma, sem comprometimento, sem raça, sem vontade.