Sport reage no fim e arranca empate diante do Flamengo

por em 09/11/14 às 19:40




No apagar das luzes como diriam os mais velhos, o Sport arrancou um empate por 2×2 com o Flamengo na Arena Pernambuco na tarde deste domingo (9), com uma ajuda substancial do banco de reservas e da arbitragem. O Leão levou dois gols no primeiro tempo, e a igualdade chegou aos 46 minutos, num gol marcado pelo atacante Mike em posição irregular. O ponto deixou o Sport com 41 e ampliou a distância para sete pontos da zona de rebaixamento.

O Sport começou o jogo com o mesmo defeito do jogo com o Figueirense, na semana passada: não pressionou e deu campo para o adversário tocar a bola. A diferença é que o Flamengo tem um pouco mais de qualidade que o time catarinense e, por isso, aproveitou melhor o espaço que teve. Aos oito minutos, Leo cruzou da direita e Durval não acompanhou Márcio Araújo, que completou para o gol. A receita dos visitantes era simples: marcação muito próxima e velocidade na transição ofensiva. Os pernambucanos eram o reverso da moeda. Marcavam um pouco mais distantes e sofriam muito para sair para o jogo. O segundo gol saiu justamente numa jogada rápida aos 24. João Paulo cruzou da esquerda e Nixon se antecipou a Renê usando a cabeça: 2×0.

Apesar de o maior defeito ser o encaixe da marcação quando o Flamengo retomava a posse de bola, o técnico Eduardo Baptista acionou Régis no lugar de Wendell. O Flamengo recuou mas sem deixar nenhum jogador do Sport livre. Por isso, os pernambucanos conseguiam tocar a bola mesmo que precariamente mas sem finalizar.

Na volta para o segundo tempo o Sport veio com o atacante Mike no lugar do meia Ibson. Mas quem tentou fazer a diferença foi Régis. Se no coletivo estava complicado, o camisa 10 partiu para a individualidade e construiu a jogada mais perigosa do Sport no jogo até o momento. Aos 16 minutos ele arrancou pelo meio mas chutou fraco e  no meio do gol, fácil para defesa de Paulo Victor.

O Flamengo afrouxou a marcação. Faltou o Sport melhorar o passe final. Por isso, o centroavante Joelinton virou mais espectador privilegiado do jogo do que participante da partida. Mesmo com dois dos laterais com os melhores números da competição, os leoninos insistiam em afunilar o jogo. Os urubus agradeceram. A última cartada ofensiva de Eduardo Baptista foi colocar Danilo no lugar de Renê. E foi de Danilo o primeiro gol leonino, numa bela cobrança de falta aos 42. O time da casa tentou o último fôlego e partiu para cima de qualquer jeito. E aos 46 veio a salvação. Patric cruzou rasteiro e Mike, impedido, completou para as redes. Recompensa por não desistir e, principalmente, jogar pelos lados do campo, cois que o time pouco fez na partida.

Banco salvador
O lateral-esquerdo e dublê de atcante Danilo entrou aos 31 do segundo tempo e fez o gol de empate numa bela cobrança de falta. Impedimento à parte, foi Mike, outro ‘bancário’ a marcar o gol salvador.

De mal
A torcida do Sport não engole o meia/volante Wendell. Os erros do jogador são menos suportados que os dos demais. Depois do segundo gol do Flamengo a paciência acabou de vez e a cada toque na bola do camisa 17, uma chuva de vaias, que se repetiram quando ele foi substituído por Régis.

Sem respirar
No primeiro tempo o Flamengo marcou quase com crueldade. Qualquer um do Sport que recebesse a bola não tinha um centímetro de chão para trabalhar. Isso, aliado a uma transição ofensiva que poucas vezes superava os três toques foram o segredo da vitória.

Baixa rotação
O que o Flamengo teve de velocidade o Sport respondeu com muita lentidão. O time pernambucano demorava a encostar para marcar e mais ainda para sair para o jogo quando tomava a bola. No segundo tempo, quando o Fla recuou e o Sport mais precisou de velocidade de jogo, manteve a ‘rotação’ baixa.

Ficha do jogo:

Sport: Magrão; Patric, Páscoa, Durval e Renê (Danilo); Rodrigo Mancha, Rithely e Ibson (Mike); Felipe Azevedo, Wendell (Régis) e Joelinton. Técnico: Eduardo Baptista.

Flamengo: Paulo Victor, Léo, Samir, Wallace (Marcelo) e João Paulo; Cáceres (Igor), Márcio Araújo, Canteros e Everton; Nixon (Muralha) e Elton.Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Local: Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata. Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Auxiliares: João Patricio de Araujo (GO) e Thiago Gomes Brigido (CE). Gols: Márcio Araújo, aos oito; Nixon, aos 24 do primeiro tempo. Danilo, aos 42; e Mike, aos 46 do segundo. Cartões amarelos: Wendell, Ewerton Páscoa, Felipe Azevedo, Samir e Cáceres. Público: 37 mil. Renda: R$ 1.105.425.

Redação MeuSport
Com informações do Blog do Torcedor

  1. Eliasport disse:

    As falhas de Durval e Magrão no 1º gol e de René no 2,º são preoculpantes. Falta rapidez na recomposição da defesa, desarme ou matar a jogada. No inicio do campeonato, o desarme ou matar a jogada era uma constante e hoje esqueceram. Eduardo precisa rever essas falhas e corrigi-las.

  2. Eliasport disse:

    Eduardo precisa organizar melhor a defesa. Pensar em 7 jogadores fazendo a defesa e alimentado os Meias(Diego Souza e Regis) e o ataque(Joelinton) e estes, por suas vezes, tentando os primeiros desarmes nos jogos fora do Recife.