Em jogo equilibrado Sport fica no empate diante do líder Cruzeiro

por em 28/09/14 às 8:24




O Sport equilibrou o jogo, marcou bem o líder Cruzeiro e jogou de igual para igual. Como o time mineiro também mostrou disposição, principalmente no primeiro tempo, o resultado final ficou igual. Apesar do 0x0 os dois times não fizeram um jogo monótono. Pelo contrário, foi uma dura batalha por cada palmo de espaço no campo. Com o ponto conquistado, o time pernambucano chegou aos 36 e mantém o oitavo lugar, posição que pode mudar até o complemento da rodada.

Marcar atacando o Cruzeiro – pressionar a saída de bola – seria um passo para a autossabotagem. Por isso, o técnico Eduardo Baptista orientou seu time a deixar meio campo para o time azul e preencher todos os espaços em sua metade defensiva para sair em velocidade. E conseguiu executar com significativa qualidade, principalmente a parte defensiva.

A boa marcação rubro-negra conseguiu deixar Marcelo Moreno isolado e um pouco do poderio ofensivo azul anulado. Por isso, os líderes do Brasileirão ameaçaram mais nos cruzamentos, sempre com o lateral-esquerdo Egídio ou arriscando de longe. Nisso, quem levou perigo foi Marquinhos, num chute que passou à direita de Magrão.

Faltou ao leão mais velocidade na hora de arrancar nos contra-ataques. O time até iniciava a jogada, mas os defensores cruzeirenses conseguiam antecipar o passe final. Apesar de toda aura de onipotência que a liderança disparada lhe conferiu, o Cruzeiro teve seus cuidados com o time pernambucano. Um deles foi manter Patric limitado às funções defensivas sempre colocando um jogador fixo no lado esquerdo. Essa era a primeira função de Marquinhos, que também contava com o avanço de Egídio.

O Sport ficou praticamente ‘torto’ pelo lado direito. Quem tentava fazer algo diferente era Diego Souza, mas em alguns momentos individualizou mais do que o necessário. A boa marcação do Sport só vacilou nos últimos minutos da etapa. Aos 46, Egídio cruzou rasteiro e Éverton Ribeiro chutou para Magrão defendeu com o pé. No rebote, Ricardo Goulart acertou a perna de Wendel.

Para o segundo tempo os dois times voltaram com propostas diferentes. O Sport forçando mais as jogadas pelo lado direito e o Cruzeiro adiantando seu meio de campo. Assim, a partida truncada, com mais erros que acertos do primeiro tempo deu lugar a mais alternativas ofensivas. E, claro, aumentou o risco dos dois times tomarem gols.

O Sport foi mais perigoso porque mesmo com a saída falha no meio, Rithely e Wendel faziam um bom trabalho defensivo. A bola não chegava em Éverton Ribeiro, que, sem mobilidade, ficava encostado na ponta direita. A direita também foi o lugar onde Ibson criou raízes e pouco participou. À medida que o tempo avançou foi Diego Souza a dar sinais de cansaço. Mas o técnico resolveu fazer diferente. Sacou Neto Baiano para colocar o 87 como centroavante. Quem entrou foi Danilo para dar mais velocidade.

A presença ofensiva do Sport não diminuiu mas faltava criar a oportunidade para alguém finalizar. Isso só acontecia quando alguém arriscava algo de fora da área, normalmente Diego Souza ou Patric. Pelo lado mineiro, o volume era um pouco menor mas a qualidade técnica do time o fazia chegar à assistência. O que eles não conseguiam era finalizar. E não por deficiência mas sim eficiência da defesa rubro-negra.

Nos últimos dez minutos, com a maioria dos jogadores já bastante desgastada, a velocidade reduziu drasticamente. Nem mesmo a entrada de Dagoberto deu mais mobilidade ao ataque do Cruzeiro. O Sport ganhou um terceiro volante quando Augusto entrou no lugar de Ibson e fechou a porta do meio de campo. Ricardo Goulart teve a última grande chance aos 40 minutos mas falhou bisonhamente.

Ficha do jogo:

Sport: Magrão; Patric, Durval, Henrique Mattos e Renê; Rithely, Wendel (Willian), Ibson (Augusto) e Diego Souza; Felipe Azevedo e Neto Baiano (Danilo). Técnico: Eduardo Baptista.

Cruzeiro: Fábio; Mayke, Dedé, Manoel e Egídio; Henrique (Nilton) e Lucas Silva; Everton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Marquinhos; Marcelo Moreno (Dagoberto). Técnico: Marcelo Oliveira.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Marielson Alves da Silva (BA). Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Cartões amarelos: Wendel, Augusto e Mayke. Público: 23.236.

Redação MeuSport
Com informações do Blog do Torcedor

  1. Eliasport disse:

    Gente, algo precisa ser feito:
    Revendo 14 jogos do Sport, foram 34 gols perdidos por falta de um toque de bola a mais para quem estava melhor posicionado, preferiram chutar de qualquer jeito para o gol. Será que os poucos gols do Sport não se deve a falta de um toque a mais para quem estava melhor posicionado? Dudu Baptista, precisa rever essa “Coisas”.

  2. Eliasport disse:

    Falta entrosamento e toque de bola no ataque do Sport. Eduardo Baptista precisa organizar o ataque se quiser avançar na Série A 2014. Em vez de repassar a bola para quem está melhor posicionado, os jogadores de ataques do Sport preferem usar do egoísmo, individualismo ou ganância para fazer gol, mesmo sem estar bem posicionado, chuta em cima do goleiro, para fora ou perde a bola.