Sport tem sua dupla dinâmica

por em às 18:15




Batman e Robin, Salsicha e Scooby Doo, Fred e Barney e Pedro e Bino. Essas são apenas algumas duplas famosas de grandes clássicos da TV mundial. Conhecidas como “duplas dinâmicas”, são pessoas que têm muita coisa em comum, combinando na maioria dos gostos e atitudes. Pois engana-se quem pensa que o Sport não possui a sua dupla dinâmica. Catatau e Mema, massagistas rubro-negros, podem muito bem carregar esse título pelas bandas da Praça da Bandeira.

Carlos Henrique da Silva, ou simplesmente Catatau, tem 37 anos e é massagista há 20. Começou a carreira no antigo time de futsal do Bandepe, quando trabalhou com o ex-jogador Calípio. Antes de se tornar massagista, ele era roupeiro do Bandepe. “Trabalhava como roupeiro e Aurínio Tobias (massagista do Bandepe na época) me chamou para auxiliá-lo. Tomei gosto pela coisa e estou até hoje na função”, disse Catatau.

Depois do Bandepe, trabalhou na Votorantim, Geraldo Equipadora e Santa Cruz (futsal). A mudança para o campo aconteceu em 1991, quando ingressou no Sport. “A mudança é muito grande. No futsal, por exemplo, não concentrava e não dava massagem. Ficava mais auxiliando o médico”, informou. Em 2002, Catatau saiu do Sport, voltando em 2003 depois de pedido especial do técnico Hélio dos Anjos.

O apelido de Catatau surgiu graças ao preparador de goleiros Ivan. No futebol de salão, ele era chamado de Henágio, apelido que não colou na Ilha. “Ivan me chamou e disse que Henágio não era muito bem visto por aqui. Então me colocou o apelido de Catatau, porque ele disse que pareço com o personagem amigo do Zé Colmeia”, informou.

Mema – na verdade Edson Batista Ferreira – tem 39 anos e também era roupeiro antes de se tornar massagista. Só que diferentemente de sua dupla dinâmica, ele nunca trabalhou no futsal. Era roupeiro dos juniores do próprio Sport. “Apareceu uma vaga para massagista e fiquei ajudando até ser efetivado no cargo”, disse ele, que tem apenas uma reclamação a fazer sobre trabalhar como massagista. “O fato de concentrar igual aos jogadores não é bom. Assim como eles, nos concentramos dois dias antes. O lado positivo é que viajamos pelo Brasil todo sem pagar nada”, afirmou Mema.

E Mema já deu vôos mais altos na carreira de massagista. Por conta das habilidades com as mãos, ele já fez massagem em Daniel Jones, vocalista da banda de rock australiana Silverchair. “Apareceu a oportunidade e Inaldo (Freire, fisiologista rubro-negro) me indicou. Fui fazer a massagem nele no hotel, por todo corpo. foi muito bom”, disse Mema. A única coisa que ele se arrepende até hoje é o preço que cobrou pela massagem. “Cobrei R$ 80, mas ele me deu R$ 100. Depois fiquei pensando que deveria ter cobrado em dólar”, afirmou.

Ambos disseram ainda que há muitos jogadores que são bem chegados numa boa massagem. “Geraldo, Bizu, Adriano (meia) e Sidney sempre pediam para receber massagens. Na pré-temporada, quase todos eles pedem. Até mesmo os treinadores pedem”, disse, referindo-se ao técnico Hélio dos Anjos, que tem problemas na coluna e precisa de constantes massagens nas costas.

No futebol, Catatau e Mema passaram por momentos ruins no quesito contusão, como é o caso dos zagueiros Clécio e Sandro (que quebraram o tornozelo). Mas a pior foi a do ex-lateral Givaldo. “Em um jogo na Ilha, ele recebeu um carrinho que o pé entortou, com os dedos para trás e o tornozelo para frente. Mas isso faz parte. Temos que manter a calma sempre e manter os jogadores tranqüilos”, disse.